Carpegianni institui lei do silêncio no CCT
São Paulo, 16 (AE) - O técnico do São Paulo, Paulo César Carpegiani, preocupado em manter o alto astral da equipe para enfrentar a Portuguesa Santista, domingo, pelo Campeonato Paulista, instituiu a lei do silêncio no Centro de Concentração e Treinamento (CCT). O objetivo é evitar que os jogadores comentem os entreveros entre os cartolas do clube.
As discussões entre grupos políticos rivais acirraram-se com a saída do diretor de Futebol, Pérsio Rainho, oficializada na segunda-feira à noite. "Quero meu time concentrado nos jogos", afirmou o treinador. Hoje, o ex-dirigente tricolor foi ao CCT despedir-se dos atletas e da comissão técnica.
"O Carpegiani é um profissional de muita competência e saberá conduzir o São Paulo a muitas conquistas", destacou Rainho, emocionado. Antes de deixar o clube, ele ainda conseguiu renovar o contrato do zagueiro Nem, cujo vencimento estava previsto para o dia 30. Rainho ainda criticou o presidente do clube, José Augusto Bastos Neto. Segundo ele, Bastos Neto não permitiu que seu trabalho no futebol profissional do São Paulo fosse realizado com tranquilidade. "Em seis meses no cargo, sofrí pressões, o que me deixou muito magoado", afirmou.
Rainho também não poupou críticas a Milton Neves, presidente do Conselho Deliberativo.
"Ele só soube falar mal de mim, afirmando que eu era incompetente para a função", disse. "Fiz um serviço transparente e saio com a consciência limpa." O presidente do Conselho Fiscal, Sebastião Gouveia, saiu em defesa de Rainho, ao declarar que Bastos Neto está se afastando dos conselheiros que o elegeram. "Bastos Neto me falou, em uma reunião domingo pela manhã, que não é um homem de palavra, o que deverá abreviar sua passagem pela presidência do clube."
Bastos Neto não foi encontrado para defender-se das acusações. Apenas divulgou, por meio da assessoria de imprensa do clube, uma nota dizendo que "não terá pressa em indicar o nome do novo diretor de Futebol". Por enquanto, o coordenador de Futebol, Rubens Minelli, ocupará a vaga tão cobiçada por Márcio Aranha, José Dias e Paulo Amaral.





