Carpegiani quer seus jogadores gritando
Agência Estado
De São Paulo
Os jogadores do São Paulo devem deixar a timidez de lado e soltar a voz na partida contra o Atlético. O técnico Paulo César Carpegiani mudou meio time em relação à equipe que empatou com o Inter. Para superar a falta de entrosamento, Carpegiani quer o time cantando.
Meu time joga muito calado, lamenta o treinador. É uma característica dos jogadores, são meio acanhados, mas futebol se joga cantando, com todo mundo falando e avisando o companheiro sobre a marcação, avalia Carpegiani.
Os próprios jogadores reconhecem que não tem ninguém no time que grite o tempo todo para alertar os colegas, que incendeie a equipe com sua vibração. Jorginho e Raí, os mais experientes, não são de gritar em campo. O São Paulo não tem um Dunga, atesta o atacante França. Se tivesse, com certeza o time iria melhorar bastante.
Após testar várias formações, Carpegiani optou pelo esquema 4-4-2 contra o Atlético-PR. O zagueiro Wilson será improvisado como volante. Ele não se recuperou totalmente de uma lesão muscular, mas ainda assim Carpegiani prefere arriscar. Sei que estou correndo o risco de queimar uma susbstituição se o Wilson sentir a lesão durante o jogo, comenta.
Jorginho e Anderson estão suspensos. Paulão, Raí e Êmerson, que iniciaram a partida contra o Internacional, voltam para o banco. As novidades são Wilson, Márcio Santos, Marcelinho, Souza e Edmílson (que tem proposta para jogar no futebol alemão).
Vágner voltou a sentir dores no calcanhar do pé direito e foi afastado dos treinos até sua completa recuperação. Neste período, pretende intensificar os estudos do curso supletivo a distância, que está fazendo no Instituto de Arte e Ciência (Indac).





