São Paulo - O São Paulo não vai mais demitir Paulo César Carpegiani. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela própria diretoria, que até o final de semana dava como certa sua saída. Logo após a eliminação na Copa do Brasil, diante do Avaí, na última quinta-feira, Rivaldo e o treinador trocaram farpas pela imprensa e o clube ficou pequeno para os dois.
Com Rivaldo e Carpegiani, o Tricolor terá de resolver problemas de relacionamento não só no elenco para o Campeonato Brasileiro. O diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes e o vice-presidente de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, queriam a demissão do treinador. No final, pesou a palavra do presidente Juvenal Juvêncio, que vai bancar o treinador.
A não demissão de Carpegiani também está ligada com a dificuldade em encontrar um outro nome no mercado. Campeão Mineiro, o Cruzeiro não planeja de desfazer de Cuca, ainda mais para um rival. No Atlético-MG, Dorival Junior é considerado caro. Outros nomes necessitam de ainda mais investimento financeiro.
Protesto
Antes do anúncio da permanência de Carpegiani no comando, o São Paulo teve que enfrentar a fúria de seus torcedores. Revoltados com a eliminação da equipe na Copa do Brasil, um grupo de cerca de 50 pessoas foi protestar no CT do clube, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. Os principais alvos foram Juvenal Juvêncio, Jean e Carpegiani.
O presidente são-paulino foi chamado de cachaceiro, enquanto o volante teve o carro alvejado por ovos. Na última quinta, quando o time do Morumbi caiu diante do Avaí nas quartas de final da competição nacional, em Florianópolis, o jogador perdeu uma oportunidade clara de gol no segundo tempo. Os torcedores também atiraram pipoca e jogaram ovos no carro da TV Globo.
Algumas faixas criticavam o técnico Paulo César Carpegiani. Os integrantes também pediam raça e vontade dos jogadores para o Campeonato Brasileiro. A equipe estreia contra o Fluminense, domingo, no Rio.

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