São Paulo, 02 (AE) - A cobrança do técnico Paulo César Carpegiani aos jogadores do São Paulo, hoje à tarde, não foi pequena. Firmeza, dedicação, atenção e equilíbrio emocional foram alguns dos pedidos, depois da goleada por 5 a 1 para o Boca Juniors, sábado, pela Copa Mercosul. A conversa foi longa e os atletas assistiram ao videoteipe do jogo contra os argentinos. Os erros de cada um foram mostrados e analisados.
"É bom que os defeitos seja vistos e corrigidos agora", ameniza o goleiro Rogério, confiante na recuperação da equipe. "Estamos no início de duas competições e ainda há bastante tempo." Carpegiani, que assume a responsabilidade pela péssima atuação, garante que será duro com os atletas. "Um time com a grandeza do São Paulo não pode ter jogadores sem equilíbrio emocional" disse.
Contra o Boca, os defensores apenas "olharam os adversários e fizeram uma marcação frouxa", na opinão do treinador. "Estávamos crescendo, tivemos uma defesa pouco vazada no Campeonato Paulista", lembrou. "É claro que depois de sofrer cinco gols em um jogo, a defesa vai ser mais cobrada", defende-se Márcio Santos. "Há dias em que nada dá certo."
Apesar de ter afirmado, após o jogo de sábado, que faria várias mudanças na equipe, a única alteração deve ser mesmo a entrada do zagueiro Paulão no lugar de Nem, suspenso, para o jogo contra o Botafogo-RJ, quarta-feira, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. "Por enquanto esta será a única mudança", disse. Um treino coletivo confirmou a idéia do treinador. "A questão é apenas procurar arrumar o que estava errado", afirmou Paulão.
O meia Raí, que seria mantido na equipe titular, segundo Carpegiani, não treinou hoje. Depois do bate-papo, ele foi dispensado. "O Raí está gripado há uns dois dias e foi fazer alguns exames complementares", justicou o médico José Sanchez. Segundo ele, o atleta já foi consultado por um otorrinolaringologista e deve treinar normalmente amanhã. "Para o jogo, ele já estará bem", confirma o médico.
BAD BOY - O volante Vágner foi apresentado, hoje à tarde, e assumiu seu lado "bad boy". "Não sou santo ou estaria em um convento (sic)", afirmou o atleta, de 26 anos. Vágner, então no Vasco, teve problemas com os santistas após a final do Torneio Rio-São Paulo este ano por causa de algumas declarações. "Admito que falei, como o Leão (técnico do Santos) falou para seus jogadores pegarem meu tornozelo", contou.
Vágner fez comentários sobre os salários dos santistas.
Na mesma competição, Vágner foi o responsável, de certa forma, pela eliminação tricolor, na fase semifinal. Ele marcou um gol na vitória por 3 a 1. "Fui o carrasco do São Paulo, mas eu estava do outro lado e tinha de fazer a minha parte." O jogador
entusiasmado por jogar no clube do Morumbi, anda terá de esperar 10 dias para ter a documentação regularizada. Vágner, sem jogar desde o fim de junho, ainda precisa recuperar a melhor forma física.

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