Agência Estado
De São Paulo
O estilo ‘camaleão’ do time do São Paulo, que a cada partida apresenta uma formação, e a greve de silêncio do técnico Paulo César Carpegiani prejudicam, respectivamente, a preparação tática e psicológica da equipe do Corinthians para a primeira partida das semifinais do Campeonato Brasileiro, amanhã, às 18h40, no Morumbi. ‘‘Vamos necessitar dos primeiros 10 ou 15 minutos do jogo para analisar como o São Paulo vai jogar’’, disse o meia Ricardinho. ‘‘Eles possuem muitas alternativas táticas.’’
Oswaldo ainda não revelou qual será a dupla de laterais utilizada amanhã. Índio e Kléber atuaram nas duas últimas partidas contra o Guarani. Mas César Prates e Augusto foram utilizados nos treinamentos específicos realizados durante a semana no Parque São Jorge. O certo é que o zagueiro João Carlos, com contratura muscular na coxa direita, está fora. Márcio Costa segue no time.
A lei do silêncio, antes uma arma dos corintianos para evitar o contato com a imprensa, contagiou Paulo César Carpegiani, o técnico do São Paulo. Na luta para conquistar o segundo título brasileiro de sua carreira – o primeiro foi em 1982 pelo Flamengo –, ele quer paz para armar sua equipe, distante de jornalistas e torcedores. Esse, por sinal, é o estilo de Carpegiani, acostumado a trocar jogadores até quando a equipe está vencendo.
Seu objetivo é preparar o São Paulo de acordo com as necessidades da partida, nem que seja necessário deixar no banco atletas experientes, como Raí, Márcio Santos e Carlos Miguel. ‘‘Tenho na cabeça uma equipe-base, com uns oito atletas’’, definiu o treinador. Para evitar questionamentos, Carpegiani promoveu treinos secretos para atrapalhar os planos do Corinthians.

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