São Paulo - Se depender do entusiasmo e do discurso de Paulo César Carpegiani, o São Paulo encerra domingo o jejum de vitórias sobre o Santos na temporada. A equipe, que neste ano já acumula quatro derrotas seguidas para o rival (três no Campeonato Paulista e uma no Brasileirão), entrará em campo com o objetivo de ''ganhar ou ganhar'', segundo seu treinador.
E de fato não há outra alternativa para que o time do Morumbi continue sonhando com uma vaga na próxima Libertadores. Restando nove jogos para o fim do Brasileiro, o São Paulo é o décimo colocado, com 41 pontos, oito a menos do que o terceiro colocado Corinthians, que disputaria ontem à noite com o Vasco jogo atrasado da 18 rodada.
''Se quisermos aspirar alguma coisa, temos de pensar em vencer em qualquer situação, seja dentro ou fora de casa, independentemente do adversário'', disse Carpegiani. ''Qualquer coisa que não seja a vitória vai nos deixar numa situação incômoda.''
Apesar de não revelar suas projeções matemáticas para a Libertadores, o treinador trabalha com a hipótese de sua equipe triunfar domingo e boa parte dos rivais que estão à sua frente tropeçar, assim como na última rodada, quando o São Paulo bateu o Prudente por 3 a 2 e Fluminense, Corinthians, Botafogo, Atlético-PR, Grêmio e Palmeiras não venceram suas partidas. ''Vejo a possibilidade de o campeonato se abrir novamente. Depende exclusivamente de nós. Ocorrerão tropeços lá na frente. Nós é que não podemos tropeçar'', justificou.
E como parar uma equipe como Santos, que neste ano conquistou dois títulos e balançou as redes 164 vezes, média de 2,44 gols por jogo? ''A melhor defesa é o ataque'', ensina Carpegiani.
O treinador, que no sábado havia acenado com a possibilidade de montar um time mais fechado para o clássico, não dá pistas de como vai armar a equipe, mas promete não abrir mão da força do ataque. Ele não quer que seus homens de frente ajudem na marcação. Seu pedido é que quando o Santos estiver com a bola os atacantes apenas povoem o meio para barrar as investidas do adversário.
Já quando o São Paulo estiver com a bola dominada, o time deve atacar em massa. ''Precisamos corrigir muita coisa, pois estou iniciando um trabalho. Apesar da qualidade técnica, temos de trabalhar a parte tática'', afirmou. ''Vamos entrar na reta final. É importante que os jogadores se doem para a gente superar as dificuldades.''

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