Imagem ilustrativa da imagem CARNAVAL 2014 <br> ASSUNTO NO SAPUCAÍ<br>  CBF vê Lusa encurralada



A CBF vê a Portuguesa em um beco sem saída na tentativa de arranjar um caminho para voltar à Série A, após perder quatro pontos no STJD. Na visão da entidade, o clube paulista não conseguir á derrubar a decisão da Justiça Desportiva, ainda que entre, como instituição e não através de torcedores, na Justiça Comum.
O que mais motiva esse posicionamento é a decisão do Superior Tribunal de Justiça tomada na última quinta-feira a respeito do conflito de competência suscitado no caso, por causa das decisões conflitantes dos Tribunais de Justiça de São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo a diretoria jurídica da CBF, o STJ julgou o agravo de instrumento feito pela entidade e determinou que todos os casos sejam julgados no na 2ª-Vara Cível do Rio de Janeiro, que fica no .quintal. da CBF, na Barra da Tijuca. Ou seja, quando e se a Portuguesa entrar mesmo na Justiça, será um magistrado carioca que irá julgar o caso.
Outra situação que, na visão da CBF, fecha o cerco à Portuguesa é a ameaça de punição. A pena, via STJD, pode ser até desfiliação. A Fifa também está de olho no desenrolar dos fatos. A entidade máxima do futebol já enviou à CBF duas cartas pedindo informações sobre o imbróglio. O Estatuto da Fifa veta que clubes se beneficiem na Justiça Comum, sobrepondo decisões das cortes desportivas.
A CBF, no entanto, não prevê em quanto tempo essa possível punição poderia vir, a partir do momento em que a Lusa abrisse ação.


Entenda Conflito de competência Diante das liminares opostas das Justiças do Rio e de São Paulo, um torcedor da Portuguesa que tinha aberto ação contra a CBF suscitou a intervenção do STJ para resolver o conflito de competência do caso. Inicialmente, o Tribunal decidiu que apenas os processos da 42a- Vara Cível de SP viesse para o Rio. Mas na quinta-feira a CBF obteve a vitória de que todos os casos do país relativos ao .Caso Lusa. venham para o TJ-RJ. Punição O artigo 68 do Estatuto da Fifa prevê que clubes sejam punidos em caso de ação na Justiça Comum para mudar decisões da esfera desportiva
Processo no Rio evita ‘desfalque’ O fato de a responsabilidade do caso ter vindo para o TJ-RJ até serve de alívio para a CBF em relação aos advogados responsáveis por defender os interesses da entidade. Atualmente, o escritório de Carlos Miguel Aidar é o contratado para cuidar do .caso Lusa., pela maioria dos assuntos circular em terrenos paulistas. Só que Aidar terá que se afastar, já que vai concorrer à presidência do São Paulo em abril. Se a competência não tivesse vindo para o Rio, a CBF teria que correr atrás de outro advogado. Mas não será necessário, pois sendo na capital fluminense, o próprio diretor jurídico Carlos Eugênio Lopes pode atuar ou outro membro do quadro de advogados da entidade. A diretoria da Portuguesa prometeu abrir processo nesta semana.
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