O zagueiro Carlos Augusto, 15 anos, teve uma história não menos espinhosa. Nascido no Rio de Janeiro, foi criado apenas pela mãe nas favelas do Morro do Jacaré e da Mandela, onde jogava em campinhos de terra. Aos 13 anos foi chamado para integrar a seleção de favelas do Rio e foi parar no Atlético-PR após jogar amistosos contra o time paranaense no CT do Caju, em Curitiba. ''Não vou desperdiçar essa oportunidade que me deram e depois dessa primeira convocação, só penso em crescer'', relatou o garoto.
O lateral-esquerdo Bruno, também de 15 anos, veio de mais longe ainda, de Salvador, para brilhar no Atlético. Sem dinheiro o pai abandonou sua mãe há alguns anos o garoto, então com 14 anos, veio com a cara e a coragem para o Paraná para jogar no Geracamp, time amador de Apucarana, no início do ano passado. Num jogo contra o rubro-negro, ele foi ''descoberto'' por Ticão e sua sorte começou a mudar. ''Sofri muito lá na Bahia. Jogava na escolinha Planeta Gol e só pude seguir jogando porque minha vó ajudava a sustentar a casa com uma pensão. A gente não tinha dinheiro para nada. Agora as coisas estão mudando'', disse Bruno. (J.K.)

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