Carlos Alberto Garcia não é mais presidente do Londrina. Ele cumpriu o prometido e entregou o cargo ontem. O vice-presidente Marcelo Leal assume o posto provisoriamente até o dia 18 de setembro, data prevista para a nova eleição. Ainda não há candidatos, mas um conselheiro, que não quis ser identificado, garantiu que o clube não ficará sem presidente e que poderá assumir no caso de ninguém demonstrar interesse.
Garcia foi eleito em dezembro do ano passado para um mandato de dois anos com a promessa de um grupo de mais de 50 empresários de que não seria desamparado na função e que tinha a garantia de que todos seriam seus colaboradores. Após oito meses à frente do clube, viu as mesmas pessoas se afastarem sem lembrarem do prometido, deixando-o sozinho e com um rombo de R$ 37 mil em sua conta bancária, motivo pelo qual resolveu entregar a presidência.
''Se o Londrina não me pagar, vou ter que vender meu carro para pagar as contas do clube que estão em meu nome. Ainda existem seis ou sete avais de aluguéis em imobiliárias da cidade no meu nome'', revelou Garcia.
Prova mais clara de que ele estava só, aconteceu ontem durante a entrega da carta de renúncia. Apenas dois dos mais de 100 conselheiros estavam presentes à reunião e o ex-presidente não ficou sozinho na mesa porque convidou um funcionário do clube para fazer companhia ao seu lado. O presidente do Conselho Deliberativo, Walter Bittar, e o novo presidente, Marcelo Leal também não compareceram.
''Todos sabem a história de como vim parar aqui. Não fiz campanha. Em nenhum momento naquelas reuniões na ACIL (Associação Comercial e Industrial de Londrina) me falaram que eu teria que pagar as contas do clube. Muitas foram as promessas e poucas foram as participações dos empresários que estavam lá'', desabafou Garcia, na carta de renúncia. Mas ele garante não guardar mágoas de ninguém. ''Aceitei o desafio sem qualquer imposição. Sabia das dificuldades, mas confesso que subestimei os problemas''.
No documento, Garcia ainda agradeceu os poucos parceiros do clube sob o seu comando e disse que vai continuar ajudando seu sucessor da maneira que puder. ''Torço muito para que tudo certo com o Marcelo''. (T.M.)

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