Carlos Alberto dá sequência aos infortúnios
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quarta-feira, 19 de julho de 2006
Gonçalo Jr.<br> Agência Estado 
São Paulo - O ditado popular ''desgraça pouca é bobagem'' está sendo seguido à risca no Corinthians. Além das seis derrotas consecutivas todas sem fazer gol , da 19 posição no Campeonato Brasileiro, da disputa interna entre a MSI e a diretoria do clube, cujo último round foi a liberação de Tevez, e da contusão do atacante Nilmar, que só volta a jogar em 2007, o meia Carlos Alberto sofreu ontem uma contratura muscular na coxa esquerda e está fora de jogo de sábado, contra o Fortaleza, no Morumbi. É dúvida até para a partida seguinte, contra o Santa Cruz, fora de casa.
O jogador foi um dos poucos que tiveram atuação razoável no clássico contra o Palmeiras e era a esperança do técnico Geninho para fazer a ligação entre o meio-de-campo e o ataque, o ponto fraco do time, de acordo com o próprio treinador.
''Talvez tenhamos esse problema no jogo de sábado novamente. Espero que o Ricardinho possa segurar a bola e vou tentar encaixar alguém ali'', disse Geninho, citando Ramón e Renato como prováveis ''dublês'' de atacante e descartando os juniores Daniel e Igor. ''Escalar um deles numa situação como essa não é dar oportunidade. É colocar um jogador jovem sob pressão.''
No fim da tarde de ontem, o volante Marcelo Mattos, que estava voltando aos treinamentos depois de se recuperar de uma tendinite no joelho direito, machucou-se sozinho e saiu do campo às pressas. De acordo com o médico Paulo Faria, foi uma leve torção no tornozelo sem nenhuma relação com o joelho e ele deverá treinar sem problemas hoje.
A sequência de ''infortúnios'' no clube já virou motivo de piadas. Integrantes do programa humorístico Pânico na TV!, da Rede TV!, visitaram o treinamento e levaram um pai-de-santo para neutralizar os ''maus fluídos'' que rondam o Parque São Jorge. ''Não acredito em sorte ou azar. Acho que tudo isso somos nós que fazemos'', disse Geninho.
Protesto Dia de protesto. A Gaviões da Fiel vai ao Parque São Jorge hoje cobrar a diretoria do clube pela situação do time no Campeonato Brasileiro. Os jogadores podem ficar tranquilos, que a bronca é mesmo só com o alto escalão. ''O que está acontecendo com o clube é reflexo da falta de comando do time. O time está largado. A lanterna é inaceitável'', diz Wildner Rocha, o Pulguinha, vice-presidente da Gaviões da Fiel.


