O técnico Radamés Lattari Filho vai anunciar hoje, no Rio, a convocação dos jogadores da seleção brasileira de vôlei que irá treinar para o Campeonato Mundial do Japão, marcado para novembro. A novidade deverá ser o retorno do capitão Carlão, que pediu dispensa da Liga Mundial e só depende de um acordo financeiro para aceitar a convocação.
‘‘Estou sem clube desde abril e, consequentemente, sem salário’’, diz o atacante, capitão da seleção brasileira campeã olímpica em Barcelona, em 1992. ‘‘Já estou treinando e jogando vôlei de praia, mas gostaria de despedir-me da seleção no Mundial.’’ Carlão, aos 33 anos, já decidiu que a partir de 1999 se dedicará exclusivamente ao vôlei de praia. Já conseguiu um patrocinador e só falta a definição de um parceiro. ‘‘As principais duplas brasileiras estão na disputa do circuito mundial e, por isso, ainda não acertei com ninguém’’, explica o jogador, vice-campeão brasileiro com a Olympikus. ‘‘Tenho jogado alguns torneios, mas apenas como treino.’’
No fim-de-semana, jogando ao lado de Moreira, ex-parceiro de Garrido, que agora joga na Associação de Vôlei Profissional dos Estados Unidos, Carlão ganhou um torneio em Fortaleza. ‘‘Gosto muito da areia e acho que não terei dificuldades em me adaptar’’, observa o jogador, que está disposto a liderar a seleção no Mundial do Japão. ‘‘Estou com vontade de voltar, já conversei com o Radamés e faltam pequenas arestas a serem acertadas.’’
Após a eliminação do Brasil das finais da Liga, no mês passado, na Espanha, Radamés Lattari Filho anunciou que teria de recorrer a jogadores mais experientes para o Mundial do Japão. Antes do Mundial, a seleção vai disputar em setembro a Copa América, na Argentina. No Mundial, o Brasil está no grupo E, ao lado de Bulgária, Argélia e Grécia, na cidade de Kawasaki.

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