O golfista carioca Eric Anderson, com 63 pontos, e a equipe paranaense, com Carlos Dluhosch, K. Dietisch e M. Osato, com 51 pontos, foram os vencedores do Pro-Am, um torneio de confraternização entre amadores e profissionais, na abertura do 48º Campeonato Aberto de Golfe do Brasil. A competição envolvendo 45 golfistas amadores e 70 profissionais, acontece na sede campestre do Clube Curitibano, em Quatro Barras, município da região metropolitana de Curitiba. A organização do campeonato, que vai até domingo e vai distribuir prêmios no valor de R$ 84 mil, esperava 200 inscritos.
‘‘A dificuldade para se conseguir vôos de volta neste período de Natal acabou impedindo que muitos jogadores pudessem vir. Mas os principais golfistas da América Latina estão presentes’’, garantiu Cláudio Cordeiro Kiryla, vice-presidente da Confederação Brasileira de Golfe.
Entre os jogadores considerados favoritos para vencer o 48º campeonato, estão o argentino Jorge Berendt, o paraguaio Angel Franco, e os brasileiros Acácio Jorge Pedro, atual primeiro colocado no ranking nacional, Eduardo Pesenti, Carlos Dluhosch e Guilherme Antunes. Pesenti, é paranaense, e venceu o Aberto do ano passado, quando ainda era amador. O paulista Eduardo Caballero, que já venceu dois Abertos, em 86 e 93, busca o tricampeonato.
‘‘Profissionalização’’ ‘‘Nenhum jogador de golfe no Brasil, sobrevive profissionalmente só participando de torneios. Mas esse quadro deve mudar nos próximos cinco anos’’. A afirmação é do golfista Antonio Nascimento, 42 anos, presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Golfe, com sede em São Paulo. Segundo o dirigente ainda é comum que pelo menos 95% dos 120 profissionais do golfe brasileiro participem de outras atividades paralelas, como dar aulas e manutenção de campos do golfe. ‘‘E até mesmo a administração dos clubes’’, disse Antonio Nascimento.
O presidente da associação nacional estima que nos próximos cinco anos, ‘‘com a criação de novos campos de golfe no país, a tendência é de que o esporte também se popularize’’. ‘‘Sabemos que várias empresas internacionais têm interesse em investir no Brasil. Temos muito espaço e o que falta é somente infraestrutura’’ afirmou Antonio Nascimento, explicando que nesses investimentos estariam a instalação de hotéis.
A criação de campos públicos seria outro incentivo para o golfe brasileiro. A idéia, que também está sendo avaliada pela Secretaria de Esportes e Turismo do Paraná, já ganhou consistência em São Paulo. Em São José dos Campos (SP), dois novos campos de golfe serão públicos, segundo Antonio Nascimento. Um deles numa área do Centro de Tecnologia da Aeronáutica (CTA) e outro dentro de um terreno de um empresário paulista.
‘‘As empresas americanas Pepsi e Nabisco deverão investir U$ 2,5 milhões nessa segunda área’’, adiantou o dirigente da Associação Brasileira dos Profissionais de Golfe.

mockup