Emerson Dias
Enviado a Puerto Iguazú
Especial para a Folha
Os torcedores argentinos prometem empurrar sua equipe para as Olimpíadas em Sydney, começando pelo jogo desta noite contra o Brasil. Vários ônibus sairiam, durante a madrugada de hoje, de cidades vizinhas à fronteira com o Brasil, como Puerto Iguazú, Wanda, Eldorado e Andresito, a aproximadamente 80 quilômetros de Foz do Iguaçu.
Para Ruan Anselmo Fruet, dono de uma agência de viagens em Puerto Iguazú (cidade ligada a Foz pela Ponte Tancredo Neves), até a tarde de ontem pelo menos 20 pessoas confirmaram viagem a Londrina para torcer pela equipe argentina.
Ele e um amigo, o empresário Carlos Contreras, estão incluídos no grupo. ‘‘Quero ver a Argentina marcar três gols. Saviola e Cambiasso vão arrebentar’’, disse Contreras, prevendo um placar de 3 a 2 contra o Brasil.
Já Fruet espera apenas um grande espetáculo em campo. ‘‘Vai ser zero a zero. Quem errar menos, leva a melhor’’, ponderou Fruet, prevendo a decisão das duas vagas olímpicas somente na rodada final do quadrangular, marcada para o próximo domingo.
Ainda indignados com a atuação do árbitro brasileiro Luciano Almeida na partida da Argentina contra o Uruguai, sábado passado, em Cascavel (derrota por 2 a 1), os dois mostram uma certa preocupação com os nove gols marcados pelo Brasil contra a Colômbia, no domingo. ‘‘Acho que os colombianos ainda não acordaram daquela derrota, mas nós estamos bem atentos’’, brincou Fruet.
Ambos gostam do técnico argentino José Pekerman e elogiaram bastante o treinador brasileiro, Wanderley Luxemburgo. A simplicidade dos novos jogadores brasileiros também chamou a atenção dos torcedores. ‘‘Além de jogar muito, o garoto Ronaldinho demonstra bastante humildade’’, comentou Contreras, comparando o jogador gaúcho a outras celebridades do futebol, principalmente o homônimo Ronaldo, da Internazionale de Milão (Itália).
Segurança – A excursão até Londrina custou cerca de R$ 80 para cada torcedor, incluindo passagens e ingressos nas numeradas. Fruet disse estar tranquilo com a segurança dos companheiros diante da torcida brasileira. ‘‘Fui a todos os jogos em Cascavel com minha filha de três anos. Os policiais e os torcedores não criaram nenhum problema.’’