Rio, 12 (AE) - A torcida do Corinthians, que deve lotar cerca de 300 ônibus e contar com 20 mil pessoas na final do Mundial de Clubes, será escoltada desde a sua saída, sexta-feira
de São Paulo até o Maracanã. No caminho até o Rio, serão montadas duas barreiras - uma em Resende, cidade do interior do Rio, e outra nas proximidades do estádio, onde os torcedores serão revistados. Em Resende, os torcedores que não tiverem ingresso serão aconselhados a voltar e os ônibus serão divididos em comboios para evitar engarrafamentos.
Ao chegarem ao Rio, os torcedores passarão por outra barreira, a cinco quilômetros do Maracanã. A torcida corintiana vai entrar pelo portão 13, na Rua Mata Machado, e terá acompanhamento da polícia dentro do estádio. Os ônibus ficarão estacionados no Estácio, no centro, ao lado do prédio da prefeitura. Depois do jogo, os torcedores do time perdedor deixarão o Maracanã antes dos campeões.
Depois de uma reunião entre os organizadores da competição e a diretoria do Corinthians, ficou estabelecido que 20 mil ingressos - de um total de 69 mil - serão vendidos no Parque São Jorge a partir das 8 horas de hoje. Metade dos ingressos disponíveis é para o setor verde das arquibancadas; a outra, para as cadeiras inferiores. Todos custam R$ 15,00. Algumas cadeiras especiais também serão vendidas aos paulistas, por R$ 60,00.
Os dirigentes corintianos não ficaram satisfeitos com a cota, pois esperavam que 40% do ingressos fossem destinados à torcida paulista. O diretor do comitê organizador da competição, Júlio Mariz, disse que o número foi definido a partir de uma análise da média de público nos três jogos de Vasco e Corinthians.
As partidas realizadas no Rio tiveram uma média de público de 51 mil pessoas, 17 mil a mais do que a média registrada em São Paulo. Em todo o torneio, a média foi de 45 mil, número considerado "bom" por Mariz. "Estávamos esperando uma média de público por volta de 40 mil."
O restante dos ingressos será vendido em São Januário, estádio do Vasco, em São Cristovão. Mariz decidiu concentrar a venda em um local para evitar confusões, mas admitiu que podem surgir problemas por causa da grande procura. "É claro que vai haver tumulto, pois a demanda é maior do que a quantidade de ingressos disponível."
Amanhã, cerca de 1.200 policiais militares vão trabalhar na segurança do estádio, metade dentro do Maracanã e o restante do lado de fora. Haverá uma delegacia móvel para registrar ocorrências. Além disso, 400 pessoas - entre guardas municipais, bombeiros e funcionários da Companhia Estadual de Tráfego (CET) - foram convocadas para evitar tumultos.

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