Quatro caratecas da equipe Oguido Dojô/FEL, de Londrina, embarcaram ontem rumo a Venezuela, onde disputam a partir desta sexta-feira o 10º Mundialito de Caratê estilo Shorin Ryu. Cristiano Martins, Bruno Henrique Pereira, Thiago Tatsuya e Gabriela Kato garantiram vagas na competição internacional na seletiva disputada em fevereiro, em Santos, litoral paulista. O campeonato vai reunir atletas dos quatro cantos do planeta e terá duas finais disputadas no domingo.
Vice-campeão da última edição do Mundialito – realizada em 2010 -, o peso pesado Bruno Henrique Pereira, de 23 anos, agora quer o lugar mais alto do pódio. E para não dar chances aos adversários, o jeito foi intensificar os treinos. "O nível, com certeza, será muito alto. Acredito que para chegar à final, será preciso fazer sete ou oito lutas e assim o preparo físico será fundamental. Por isso, fizemos um trabalho específico, pois esse quesito será muito importante", frisou o lutador.
Para Pereira, a experiência adquirida há três anos é outro fator que pode lhe ajudar a se dar bem. "Conhecer o ambiente e os adversários também ajuda, pois é um campeonato forte, bem diferente de lutar um paranaense, por exemplo", comparou.
Seis anos mais jovem que o companheiro de equipe, Thiago Tatsuya vive situação bem diferente. Ao contrário de Pereira, o jovem carateca, considerado uma das boas revelações da equipe nos últimos anos, vai para seu primeiro campeonato internacional. Apesar da ansiedade, ele garante estar preparado para buscar um bom resultado. "Estou bem tranquilo. Sei que será difícil, mas treinei muito desde a seletiva e tenho chances. Sempre é bom ganhar e vou lutar por isso", prometeu o carateca, que começou a lutar aos sete anos.
Técnico do quarteto, o experiente Frank Oguido aposta numa boa performance de todos na Venezuela. "Todos os quatro vêm muito bem. O Bruno e a Gabriela já são veteranos, o Cristiano é o atual campeão paranaense da sua categoria (peso médio) e está numa fase boa. Acredito que todos têm boas chances, mas é preciso confirmar no dojô, pois lá estarão bons atletas de todo o mundo", analisou o mestre, que vê argentinos, americanos e os próprios venezuelanos como os principais adversários de seus atletas.

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