Rubem Cauduro é um dos principais nomes do caratê amador brasileiro. Praticante desde 1976, ano seguinte em que chegou a Londrina vindo de sua terra natal, o Rio Grande do Sul, o carateca, que se diz "londrinense de coração", possui currículo extenso, com participações em praticamente todas as competições da modalidade.
Mas entre todos os campeonatos, faltava participar de um dos mais importantes, a Copa do Mundo de Caratê. Faltava. Prestes a completar cinco décadas de vida, Cauduro ganhou de presente a chance de "completar" o seu currículo. Ele será o único brasileiro a participar do torneio mundial que vai reunir representantes de 63 países em Cebu City, nas Filipinas, de 8 a 11 de novembro.
"É uma situação única, algo diferente, quando chama o nome do Brasil não há como não se emocionar", ressalta o carateca, que está acostumado a representar o país em competições mundo afora. Todos os anos, Cauduro participa do Good Will Tournament International Karatê, semana de treinamentos organizada pela Federação Americana que reúne grandes campeões e ex-campeões da modalidade na Filadélfia, nos Estados Unidos.
Apesar da satisfação por poder participar de mais um grande evento da modalidade, o resultado deve ficar em segundo plano. O carateca, que vai lutar na categoria máster (acima de 35 anos) e também no adulto (livre), explica que o objetivo fundamental vai além da busca por troféus ou medalhas.
"Tem muitos que encaram o campeonato como uma área de competições, mas para nós é sempre uma sala de aula, na qual temos a possibilidade de ver se o que estamos treinando está correto. Para nós, o mais importante é participar com os melhores do mundo", avalia o carateca, que atualmente divide-se entre Londrina e Brasília, onde administra uma das 11 filiais da Associação Londrinense de Karatê, uma das principais e mais tradicionais escolas da modalidade do sul do Brasil.
Ele não esconde, no entanto, que voltar para o Brasil com um título mundial seria uma grande realização. "Na nossa equipe, temos campeões brasileiros, pan-americanos, sul-brasileiros, sul-americanos, falta só o mundial. Quem sabe não damos sorte. É algo distante, mas só quem participa tem chance de vencer", brinca. Para ir à Copa do Mundo, Cauduro conta com o apoio do Restaurante Devassa, de Brasília.

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