A eliminação do Londrina do Campeonato Paranaense diante do Rio Branco veio confirmar o que todos já desconfiavam: os bastidores do clube estavam pegando fogo. A confirmação foi dada ontem, após o jogo, pelo zagueiro e capitão Ronaldo Marconato.
  De cabeça quente pelo resultado, o jogador resolveu desabafar ao microfone da Rádio Paiquerê AM. ‘‘Chegamos longe demais por tudo o que aconteceu. Todo mundo sabe que tínhamos muitos problemas internos. Fizeram uma tempestade num copo d’água por causa do resultado de sábado (empate em 1 a 1), afastaram quem não precisava’’, revelou o zagueiro.
  Marconato também disparou contra a equipe. ‘‘Alguns jogadores sentiram o peso da camisa do Londrina, a pressão que é jogar aqui. Alguns são jovens e sentem mesmo’’, disse o capitão.
  Ele também mostrou sua insatisfação com a decisão da diretoria de mandar os jogos no Estádio do Café. Sob a justificativa de que o Londrina era um time grande, a diretoria preteriu o VGD. ‘‘Eu falei que tínhamos que jogar no VGD. Deu nisso aí. Um estádio desse aqui (Nelson Medrado Dias, em Paranaguá), que não tem água, só cabem seis jogadores no vestiário, e a torcida fica em cima do bandeira. Os dois bandeirinhas se ‘borraram’ nas calças’’, disparou.
  Enquanto Marconato liberava seu nervosismo, o presidente Peter Silva tentava manter a calma de sempre. Mesmo assim, cobrou o time. ‘‘Perdemos o jogo, mas tinha que ter tido essa postura (de atacar o adversário) um pouco antes. Estava esperando um algo mais’’, confessou.
  O cartola evitou falar do futuro, mas deve novamente tentar incluir o time na Série C do Campeonato Brasileiro pela porta dos fundos, assim como já aconteceu na Copa do Brasil. ‘‘Não é o momento de externar qualquer opinião ou planejamento’’, limitou-se a dizer. (T.M.)

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