São Paulo - Como um rei. É assim que o capitão do tri, Carlos Alberto Torres, se sente no Azerbaijão. Também, pudera! Técnico da seleção nacional desde o início do ano, é idolatrado pelos torcedores, pricipalmente em Baku, capital do país, e paparicado pelos dirigentes e imprensa até parece modelo, de tanto que aparece em capas de revistas e jornais do país.
E olha que a equipe que dirige é lanterna do Grupo 6 das Eliminatórias européias para a Copa de 2006. Nada mal para quem, até receber o convite de trabalho, mal sabia onde era o Azerbaijão. ''É na Europa, não é Ásia não, viu?!'', apressa-se a dizer.
A localização dessa ex-república da União Soviética ainda causa alguma controvérsia. Isso, no entanto, não importa para Carlos Alberto ou Karlos Alberto, como preferem os azerbaijanos.
''Tudo o que eu preciso, eles me dão. Estou me sentindo realizado. Quer saber? Estou feliz pra caramba.'' Além, é claro, da paparicação. ''Aonde vou, me tratam bem. Estou sempre em festas, jantares. E vivem me dando presentes.'' Presentes e passagens praticamente mensais de ida e volta para o Rio, onde está sua família.
Após levar 6 a 0 de Israel na estréia e perder de virada para a Moldávia, por 2 a 1, no segundo amistoso, ele pediu ao presidente mais tempo para trabalhar com os jogadores. Conseguiu. Em vez de reunir os atletas três dias antes de alguma partida, o faz com 15 dias.
Aí, o futebol melhorou e os primeiros resultados apareceram: vitórias sobre o Casaquistão (3 a 2, fora de casa) e sobre o Usbequistão (3 a 1), esta no dia da República, e um 2 a 2 com a Letônia. Não é pouca coisa? ''Pô, eles são rivais da região. E o Azerbaijão vivia apanhando deles. Sem contar que não ganhava um jogo fora de casa havia mais de oito anos. É um p... progresso.''

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