Capitão do tri faz lobby para assumir o LEC
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quarta-feira, 19 de outubro de 2005
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Peter Silva nem é oficialmente candidato à presidência do Londrina, mas os lobbies para cargos no clube já começaram. O primeiro é do técnico Carlos Alberto Torres. Ontem, o capitão do tri se colocou à disposição do provável futuro comandante do Tubarão para sentar no banco de reservas alviceleste no ano que vem. ''Vocês estão autorizados por mim a dar o meu telefone para ele (Peter)'', disse Torres, em entrevista à rádio Brasil Sul.
A Folha antecipou na semana passada que Torres era o nome mais forte na lista de possíveis treinadores. Peter e Torres são amigos e a presença do treinador em Londrina daria muita credibilidade à gestão de Peter.
''Aceitaria com o maior prazer e satisfação. De repente, pode até acontecer. Se ele lembrar de mim...'', sinalizou Torres, que tenta livrar o Paysandu do rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro. ''O Peter é uma pessoa de gabarito. Ganhando a eleição, todos estarão ganhando no clube''.
Enquanto o capitão do tri se pronuncia, o memso não ocorreu com Peter. A expectativa era de que ele oficializasse sua candidatura à presidência ontem, mas mais uma vez o anúncio foi adiado.
Ontem, o ex-presidente da Futebol Brasil Associados (FBA) angariou o apoio mais esperado. Ele se encontrou com o prefeito Nedson Micheleti (PT) e expôs seus planos para o futuro do Tubarão ao político, que sinalizou com a aprovação.
Agora, falta apenas um detalhe e também o mais complicado, para que ele oficialize sua inscrição. O cartola quer costurar um novo acordo trabalhista. A dívida atual do clube cerca de R$ 5 milhões é o que mais tira o sono do aspirante a candidato. Com muitas ações trabalhistas, Peter teme que as receitas que trouxer para o clube sejam penhoradas e mudem o destino inicial, que seria a manutenção do time.
Sestário O ex-presidente do Londrina, Osvaldo Sestário Filho, enviou nota ontem aos veículos de comunicação na qual repudia as informações de que teria traído o clube ao defender o Ceilândia no embate contra o Londrina nos tribunais. Ele afirmou que tinha contrato com o time candango para defendê-lo em toda a Série C e não somente contra o Londrina, mas que se afastou do caso envolvendo as duas equipes.


