A CONFUSÃO
‘Capitão’ Denílson é cortadopor exigência do Bétis
Mario CesarDenílson com Luxemburgo nos primeiros treinos: maior prejudicadoDepois de uma longa novela, o meia Denílson – um dos principais destaques da Seleção Brasileira para o Pré-Olímpico – teve mesmo que deixar a a delegação para se apresentar ao clube onde atua, o Bétis da Espanha. Não adiantou o técnico Wanderley Luxemburgo bater o pé e dizer que precisava do jogador em Londrina. Denílson foi cortado ainda na primeira semana de preparação.
Na despedida, Denílson (então ‘capitão’ do time) lamentou o corte e disse que foi o mais prejudicado na história toda. Para ele, restou a esperança de conseguir uma vaga no time que vai disputar as Olimpíadas de Sydney. Luxemburgo não descarta sua convocação.
Mas os desfalques não pararam por aí. Por motivo de contusão o atacante Roni do Fluminense também teve que deixar a Seleção. Os novos convocados foram o meio-campista Edu, do São Paulo, e o atacante Lucas do Atlético Paranaense.
Na mesma quinta-feira, dia 6 de janeiro, o lateral Fabio Aurélio deixou a concentração em Londrina para se casar na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo. Com apenas uma noite para as núpcias, o jogador do São Paulo que se casou na sexta-feira dia 7 de janeiro, e no sábado, dia 8, já estava integrado ao grupo. Após ‘‘sim’’ e os festejos, Fabio Aurélio voltou à vida normal e trocou os carinhos da esposa Elaine Boa Sorte pelo ronco de Athirson, seu companheiro de quarto. Alguns dias depois ele também acabaria cortado por contusão.
Com as mudanças na equipe, a Seleção Brasileira ganhava outro capitão: o meia Alex, do Palmeiras, foi o escolhido de Luxemburgo, enquanto Lucas e Edu comemoravam o chamado. ‘‘É o melhor presente de aniversário que recebi’’, dizia Lucas – que haviaa completado 21 anos na segunda-feira, dia 3 de janeiro. ‘‘Vim para somar’’ era o discurso de Edu.
As confusões nas mudanças de horário e local dos treinos do Brasil também frustraram os torcedores que acompanhavam os trabalhos do time de Luxemburgo. Na tarde de sexta-feira, dia 7 de janeiro, mais de 500 pessoas foram até o VGD em vão: o técnico reclamou de alguns torcedoras que estavam vaiando a seleção e a CBF levou os jogadores para um treino fechado na AFML: ‘‘É falta de consideração mudar o local do treino e não avisar ninguém’’, dizia indignado o comerciante Paulino Sales, que havia vindo de Alto da Floresta, no Mato Grosso, para assistir aos treinos e jogos do Brasil em Londrina.

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