Canuto deve deixar presidência do LEC
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
O racha entre o presidente do Londrina, Cláudio Canuto, e o gestor do clube, Sérgio Malucelli, deve pôr um fim prematuramente no mandato do empresário na presidência executiva do Tubarão. Os dois romperam relações na reta final do Campeonato Paranaense e iniciaram uma troca de farpas via imprensa. Ontem, Canuto avisou que pretende entregar o cargo na próxima reunião de diretoria. ''Não vou ficar em um processo para atrapalhar'', afirmou Canuto.
A relação dos dois começou a se desgastar entre o fim do primeiro turno e o início do segundo. Na época, o Londrina fazia uma campanha pífia e o presidente teria procurado o técnico Estevam Soares para substituir Cláudio Tencati, com o consentimento de Malucelli, segundo o próprio Canuto. ''A situação estava difícil, muita pressão, e decidimos substituí-lo (Tencati), até para preservá-lo'', contou Canuto. ''Mas o Sérgio voltou atrás e não sustentou que pediu para procurar o Estevam. Então o clima ficou ruim a partir daí'', completou.
Segundo o dirigente, Tencati foi tirar satisfações com o meia Silvinho, que é irmão do cartola, e passou a evitar a escalação do jogador. ''O time voltou a crescer, ganhou do Atlético com Silvinho e Warlley, do Paranavaí com Silvinho e Warlley, do Corinthians com Silvinho e Warlley e aí contra o Arapongas sacou os dois. O Mathías entrou bem nesse jogo, mas depois foi mal e ele não o tirou mais do time'', apontou. ''O Mathías é jogador do (Juan) Figger - sócio de Malucelli - e estava acertado com o Palmeiras. Faltou personalidade para o Tencati tirá-lo do time''. O meia Silvinho e o atacante Warlley, citados pelo dirigente, foram dispensados após o empate com o Roma, na penúltima rodada do segundo turno.
Canuto não conversa com Malucelli desde dois dias antes deste jogo. Se afastou do dia a dia do futebol e decidiu sair de vez após as declarações do gestor à rádio Paiquerê AM de que nunca o consultou para tomar as decisões relacionadas ao departamento de futebol, como contratar jogadores. ''Ficar no clube significa que estou fora do futebol. Não sei se a diretoria vai querer isso. E também ficou difícil o relacionamento com Tencati'', comentou.
O presidente ainda fez questão de elogiar os dois. ''O Tencati é um cara honesto, trabalhador, sério. Seria um ótimo coordenador de base. Um profissional muito útil'', enumerou. ''O Sérgio desde que assumiu cumpriu com suas obrigações com bastante transparência''. A FOLHA tentou falar com o gestor e o técnico do Londrina ontem, mas não conseguiu.


