Arquivo FolhaLadainhaO treinador Zagalo voltou ao velho discurso: ‘‘Nós estamos corrigindo tudo, de olho da Copa de 98’’ O cansaço é o maior adversário do Brasil para a partida de estréia na Copa América, amanhã, contra a Costa Rica, no Estádio Rámon Aguillera, pelo Grupo C, onde estão incluídas as seleções de México e Colômbia. Além de ter enfrentado uma inversão de fuso horário - de cinco horas a mais na Europa para duas horas a menos em Santa Cruz de La Sierra - a seleção fez uma longa viagem até chegar à cidade boliviana. A primeira providência da comissão técnica foi suspender os treinos físicos até o fim da competição. O técnico Zagalo aguarda uma avaliação médica para saber se será preciso poupar algum jogador.
Zagalo ficou entusiasmado com o desempenho da equipe na vitória sobre a Inglaterra e acredita que o resultado serviu como resposta aos críticos. ‘‘A imprensa brasileira quer resultados imediatos e faz cobranças absurdas, mas nós estamos no caminho certo’’, desabafou. Segundo ele, não há nenhuma semelhança entre o esquema tático que adota e o de Sebastião Lazaroni na Copa de 90, quando a seleção foi eliminada pela Argentina, nas oitavas-de-final: ‘‘A nossa diferença é o futebol arte, mas sempre com equilíbrio entre ataque e defesa.’’
O treinador disse que o Torneio da França foi importante, porque apontou as falhas da equipe: ‘‘Nós estamos corrigindo tudo, de olho na Copa de 98.’’ A princípio, Zagalo não pretende mudar no time, mas reconhece que os jogadores estão cansados e que a tendência é usar mais os reservas. Alguns, como Giovanni e Edmundo, estão ansiosos e decepcionados com a reserva.

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