Canoagem enaltece treinador
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segunda-feira, 21 de agosto de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Um técnico durão, que controla desde o horário de dormir e de acordar até o que cada um de seus atletas come, do café da manhã ao jantar. Que prega o trabalho árduo cinco horas de treinos diários por um período entre quatro e oito anos, com férias de três semanas, uma vez por ano como a única saída para um canoísta que deseja estar no topo, entre os 10 primeiros da canoagem em uma competição olímpica. Esta rotina, defendida pelo técnico polonês Zdzislaw Szubski, mais a técnica e equipamentos adotados sob sua supervisão, mudou a realidade da canoagem brasileira.
Os canoístas classificados para os Jogos de Sydney são os primeiros a admitir isso, principalmente Carlos Augusto Campos, o Guto, que foi descoberto pelo polonês, em São Paulo, e levado para treinar com a equipe brasileira em Londrina.
Aos 22 anos, Guto encarou a rotina imposta por Szubski e ganhou o posto de segundo melhor canoísta do Brasil, o que se reflete na dupla que fará com Sebastian Cuattrin, de 27 anos. Os dois formarão a tripulação do K2 1000 metros em Sydney.
Hoje, depois de dois anos de treinos com o técnico polonês, os canoístas podem sonhar com uma posição honrosa na Olimpíada, entre o 4º e o 12º. Mudou a qualidade do treino e hoje tenho adversários dentro dágua, orientação, um lugar para treinar, boas condições de equipamentos e financeiras, afirma Cuattrin, que recebe salário e prêmios do Vasco.
A presença de Roger Caumo, classificado, mas com uma contusão no cotovelo, é dúvida nos Jogos. O atleta está sendo avaliado no Rio e só terá uma resposta sobre sua condição física amanhã. André Caye pode ser o substituto.
Os canoístas chegaram ao Brasil no domingo, depois de um estágio na Bélgica. Viajam domingo para Perth, para um período de aclimatação e de treinos até o dia 14 de setembro.


