Nem a derrota de anteontem diante do Atlético abalou o Londrina. O técnico Canhoto achou normal o resultado - ‘‘encaramos um dos favoritos ao título’’ -, embora considerasse exagerados os 3 a 0 nas circunstâncias como tudo aconteceu. ‘‘Disputamos um bom primeiro tempo, mas tentamos reagir desordenadamente e facilitamos a tarefa do adversário, que explorou bem os contragolpes’’, comentou.
Apesar da reconhecida superioridade do Atlético, Canhoto entende que faltou mais audácia ao Londrina nos instantes em que a equipe deveria forçar as jogadas ofensivas. No entanto, prefere não analisar individualmente o time. ‘‘Mostramos falhas de conjunto. Quero que haja mais entrosamento entre a defesa, o meio-de-campo e o ataque. Só que ainda é cedo para exigir muito de um grupo jovem e renovado. Vamos aguardar umas quatro ou cinco rodadas’’, disse.
A exemplo do supervisor Lico, Canhoto acredita que mais dois ou três reforços dariam o necessário equilíbrio ao Londrina, mas não sugeriu nomes à diretoria. ‘‘Seria incoerência. Sabemos que o clube não tem dinheiro para contratar. Sou realista e vou trabalhar em cima dos jogadores que aí estão’’, afirmou. ‘‘
Lico concorda. Segundo ele, é fundamental apoiar o atual elenco do Londrina, praticamente repetindo as palavras de Canhoto. ‘‘Se pudéssemos trazer uns três reforços, seria ótimo. O problema é que nossa faixa salarial não passa de R$ 1,5 mil. Não dá para sonhar alto’’, avalia. Lico só pede uma coisa aos torcedores: paciência. Na opinião do dirigente, as pressões iriam aumentar ainda mais a responsabilidade do time. ‘‘Todos esperam vitórias. Só que as vaias, como vimos domingo, só atrapalham’’, reclamou o supervisor.
Mudanças Canhoto admite mexer no Londrina para o jogo de amanhã, às 20h30, em Cambará, diante do Matsubara, mas procura manter suspense. Ele vai aguardar o coletivo de hoje à tarde, no Estádio do Café, para anunciar possíveis mudanças. O atacante Benê e o meia Nelsinho, que se recuperam de entorse no tornozelo, não preocupam o médico Alfredo Vieira.

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