São Paulo - Em seus 60 anos de idade, e quase 30 de carreira como treinador, Candinho nunca dirigiu uma equipe num jogo de Libertadores da América. Já rodou pelo Oriente Médio, foi auxiliar técnico na Seleção Brasileira, dirigiu times brasileiros em excursões pela Europa... mas Libertadores, que é o que interessa agora para o Palmeiras, nada. O jogo de amanhã contra o Cerro PorteÀo, no Paraguai, será o primeiro na carreira do treinador.
A maior preocupação do treinador não é com a própria inexperiência em jogos de Libertadores, mas sim com a de seus comandados. No seu time titular, só Marcos, Daniel e Magrão já haviam disputado o torneio continental. ''Nossos garotos precisam entender que Libertadores é diferente. Eles têm de estar prontos para uma guerra. Vão levar cusparada, tapa na cara e não vão poder perder a cabeça para não serem expulsos'', diz Candinho.
Foi pensando no ''estilo de força da Libertadores'' que o técnico fez várias alterações no time. Abriu mão do 4-4-2 e apostou no 3-5-2. Tirou Bruno, Marcel e Cristian e escalou jogadores mais ''parrudos''.
O técnico vai manter o volante Corrêa improvisado na lateral direita. Segundo o técnico, a idéia é concentrar sua força de ataque no lado esquerdo. ''O Lúcio vai ter liberdade para atacar. O Gláuber, que é nosso único zagueiro canhoto, ficará na cobertura dele. E o Diego também terá liberdade total para criar''.

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