Luiz Claudio Oliveira
Enviado da Folha
É inevitável. Toda vez que as seleções do Brasil e do Uruguai se encontram logo vem à mente a final da Copa de 50, quando o time de Schiaffino, Ghiggia e Obdulio Varela calou o País inteiro ao vencer a Seleção Brasileira por 2 a 1 em pleno Maracanã. Mais recentemente, ocorreu outra vitória uruguaia, desta vez nos pênaltis, na final da Copa América de 1995. O jogo de domingo, em nova decisão da Copa América, no Paraguai, é mais um passo nesse confronto histórico.
A Seleção Brasileira começa a trabalhar hoje para o jogo de domingo em Assunção. O técnico Wanderley Luxemburgo fará um treinamento coletivo à tarde, no Estádio do ABC, em Foz do Iguaçu e outro amanhã, pela manhã. O embarque para Assunção deverá ser feito às 17 horas de amanhã, em vôo fretado. Os uruguaios já venceram a Copa América 14 vezes, enquanto os brasileiros ganharam apenas cinco.
O encontro com o Uruguai de certa maneira já estava programado pela comissão técnica, principalmente por Candinho, que apostava suas fichas no time platino para chegar à final. ‘‘O Uruguai está jogando bem, tocando bem a bola e o time nem é tão jovem como se está falando. A faixa de idade deverá estar em torno de 24 ou 25 anos’’, diz o auxiliar técnico de Luxemburgo.
Desde que viu pela primeira vez o Uruguai jogando - num amistoso com o Paraguai, antes do início da Copa América, na inauguração do Estádio Três de Febrero, 3 a 2 para o Uruguai -, Candinho não se cansa de elogiar o time do técnico Victor Púa. ‘‘Eles têm habilidade, principalmente no meio-de-campo, com Magallanes, e são rápidos no ataque, com Zalayeta.’’
Candinho já viu o time do Uruguai jogar por três vezes e espera que a forma do adversário atuar não mude contra o Brasil. ‘‘O chato é que todos os times mudam para jogar com a gente. Eles se fecham lá atrás, põem mais zagueiros e volantes. Se o Uruguai jogar como vem fazendo, então vai ser uma bela partida.’’

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