Santos, 24 (AE) - Pelé será o novo presidente do Santos se houver consenso em torno de seu nome, mas essa possibilidade está praticamente afastada, já que Marcelo Teixeira, o candidato oposicionista, tem outros planos. "É preciso preservar o Edson para não desgastar o mito Pelé", disse ele hoje, manifestando-se contrário a que ele assuma algum cargo diretivo na Vila Belmiro. Teixeira entende que a maior contribuição que Pelé pode dar ao clube está num projeto para a exploração conjunta das marcas Santos e Pelé, "que têm uma ligação muito forte e pode render muito numa parceria profissional".
No encontro que terão amanhã, Marcelo Teixeira deverá repetir o que já havia dito a Pelé numa conversa telefônica na terça-feira à tarde. Ex-presidente do clube, Teixeira revelou que cresceu vendo o futebol de Pelé, nos momentos de maior glória de seu time. "Por isso, dói muito ouvir o que ouvi nos últimos jogos, partindo de torcedores, mesmo ele não ocupando um cargo diretivo".
Marcelo Teixeira entende que Edson Arantes do Nascimento não deve ser dirigente, funcionário nem assessor do Santos. "São funções que provocam desgaste e ele não pode estar sujeito a esse tipo de pressão, prejudicando o mito Pelé".
Outro problema apontado pelo candidato oposicionista é a agenda sempre sobrecarregada de Pelé: "o presidente de um clube precisa estar sempre presente, nos bons e maus momentos e isso é desgastante". Na sua opinião, Edson Arantes do Nascimento deveria ser "um magistrado nesse processo eleitoral, mantendo neutralidade". Por conta da decisão de Marcelo Teixeira não abrir mão de sua candidatura, o candidato da situação, o vice-presidente José Paulo Fernandes, disse hoje que esse assunto está encerrado e que a disputa continua. A eleição para a sucessão de Samir Abdu Hack está marcada para o dia 4 de dezembro.

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