O candidato a presidente do Paraná Clube, apoiado pela atual diretoria, Luiz Eduardo Dib, anunciou ontem no final da tarde que não faz mais parte do processo eleitoral do tricolor. Dib afirmou que procurou ser um nome de consenso no clube para substituir Ernani Buchmann, mas alguns setores não pensaram dessa maneira. ‘‘Se meu nome não é conciliador, não posso ser o candidato que procura a conciliação’’, argumentou Dib.
Luiz Eduardo Dib explicou que sua decisão aconteceu em função de manobras e do baixo nível do início da campanha. ‘‘O candidato de oposição se limitou a acusar e chegou a dizer na imprensa que ainda não havia um plano de atuação. Ora, entendo que deveríamos discutir as propostas para o clube, em vez de trocar acusações’’, lamentou Dib.
O presidente Ernani Buchmann comentou que esperava que Dib conseguisse ser o nome de consenso dentro do clube. ‘‘Por sua vivência. Ele é tetracampeão. Está aqui desde 93. Era meu candidato por ser um pessoa que conhece muito bem o clube. Não por vaidade pessoal’’, disse Buchmann. Ele afirmou que a diretoria vai aguardar a volta de Raul Trombini, presidente do conselho administrativo, para que então seja encontrado um nome de consenso de todos.
O vice-presidente de futebol licendiado, Paulo César Silva, disse ontem que membros do conselho estão procurando um nome de consenso. Ele afirmou que a ala ‘‘pinheirense’’ entende que ele seria o nome ideal. ‘‘Mas não estou propenso, no momento, a ser o presidente do clube’’, afirmou. O candidato de oposição Dilso Rossi foi procurado no final da tarde de ontem, mas seu celular estava fora da área de serviço. Rossi havia dito que era oposição a Dib e não a administração de Buchmann. Com a renúncia de Dib, Rossi deve reformular sua candidatura. (F.P.)

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