Câncer mata Dulcídio Boschillia
Agência Folha

Arquivo Folha
Dulcídio em Londrina, em 1977O ex-árbitro de futebol Dulcídio Wanderley Boschillia, de 60 anos, morreu ontem, em São Paulo, vítima de insuficiência renal, às 7h40. Ele estava internado no Hospital do Câncer desde o dia 26 de abril, para tratar de um câncer no retoperitônio (região próxima aos rins e coluna).
O corpo do ex-árbitro e policial foi velado na Capela São Pedro, ao lado do Cemitério da Vila Alpina (região sudeste da capital) e será cremado hoje, às 9h. As cinzas de Boschillia devem ser jogadas no gramado do estádio do Morumbi. A Federação Paulista de Futebol não informou se o árbitro seria homenageado ou não.
Dulcídio Wanderley Boschillia era um dos mais polêmicos árbitros da história do futebol brasileiro. Ele foi acusado, entre outras coisas, de agredir jogadores, de abuso de autoridade, de parcialidade e de violência.
Sua atuação mais polêmica foi em 1977, na final do Campeonato Paulista entre Corinthians e Ponte Preta. Boschillia expulsou o atacante Rui Rei, da Ponte Preta, no início do jogo que quebrou um jejum de títulos de 23 anos da equipe corintiana. No final da partida, agrediu o zagueiro Polozzi e depois foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Á época, ele disse ter sido envolvido em caso de suborno na partida.
Boschillia não chegou a ser árbitro da Fifa, como era seu grande sonho.

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