Rio, 04 (AE) - A equipe Forsythe dominou o segundo dia do Spring Training, teste coletivo de pré-temporada da Fórmula Indy. Os canadenses Patrick Carpentier e Greg Moore fizeram dobradinha. Carpentier novamente foi o mais rápido, ficando a apenas 106 milésimos do recorde da pista, 24s856, de Moore. Ele marcou 24s962. Moore foi segundo, com 25s055.
Ambos obtiveram os tempos pela manhã. À tarde, com mais calor, Carpentier voltou a ser o melhor, com 25s061. O canadense já esperava o sucesso. "A Forsythe tem um ótimo acerto para circuitos ovais", disse o piloto, que fez duas poles em Nazareth e Milwaukee, ano passado. "Mal desceu do caminhão, o carro já virava rápido e só fomos melhorando o acerto." Carpentier confessou que deu 100% do que podia. Outros, como o próprio Moore e o favorito Jimmy Vasser, não forçaram tanto. Vasser ficou em terceiro (25s106) e elogiou o trabalho do companheiro Juan Pablo Montoya. "Ele é um grande substituto para Alex (Zanardi)", disse. "Não vejo razões para o nosso sucesso nos últimos três anos não continuar." Vasser queria mais tempo para acertar o chassi Reynard 99. "Até agora, fizemos muitos testes de pneus para a Firestone e de motor para a Honda, mas precisamos trabalhar mais no carro."
O brasileiro Gil de Ferran outra vez se destacou, com o quarto tempo geral (25s126). Ele e Al Unser Jr. foram os únicos pilotos com pneus Goodyear entre os 10 mais rápidos. Gil seguiu seu método: trabalhou no balanço do carro, com mais metanol no tanque e pneus usados. Para ele, virar o melhor tempo só vai ser importante no dia 20 de março, quando será decidida a pole position para a corrida de abertura do campeonato, o GP de Miami.
Tony Kanaan, em 10º na soma de todas as sessões, seguiu a mesma receita. "Nosso objetivo era acertar o carro no tráfego, nas condições de corrida." Ele só colocou pneus novos no fim da última sessão, quando o calor era intenso. Foi o quarto mais rápido à tarde, com 25s462, superado apenas por Carpentier, Max Papis e Moore. Papis, estreando na Rahal, foi outro destaque dos treinos, com o quinto tempo geral (25s202).
Raul Boesel foi o oitavo mais rápido (25s439). Seu desempenho, após um ano e meio afastado da categoria, impressionou a Green, não só pela constância entre os mais velozes, mas por ter superado com folga o piloto titular do time, Dario Franchitti, apenas o 17º. Cristiano da Matta também andou sempre no grupo da frente, mas ontem não colocou pneus novos e caiu para 16º, com 25s741. Christian Fittipaldi e Maurício Gugelmin continuaram a ter problemas.
Christian fez o 13º tempo (25s599). A Newman-Haas descobriu um problema aerodinâmico no novo Swift: a equipe concentrou-se em melhorar o chassi nos circuitos mistos, que era o ponto fraco em 1998, mas comprometeu seu desempenho nos ovais. O carro tem muita pressão aerodinâmica na traseira e sai de frente nas curvas. O time voltarà a Homestead na próxima semana, com novas suspensão e asa dianteiras. Christian melhorou o carro à tarde, mas admitiu. "Está longe do que queríamos."
Gugelmin teve o câmbio quebrado, ficou bom tempo parado no box e terminou em 14º (25s617), sem pneus novos. À tarde, a PacWest treinou pit stops. Ele considera o carro bem acertado nos mistos
mas prevê mais trabalho nos ovais. Hélio Castro Neves procurou aprender bastante sobre o chassi Lola. Deu 111 voltas, mas o carro ainda não é tão rápido quanto o Reynard e ele ficou em 18º (25s784).
Os melhores tempos: 1º Carpentier, 24s962; 2º Moore, 25s055; 3º Vasser, 25s106; 4º Gil, 25s126; 5º Max Papis, 25s202; 6º Herta, 25s313; 7º Montoya, 25s423; 8º Boesel, 25s439; 9º Unser Jr. , 25s454; 10º Kanaan, 25s462; 11º Michael Andretti, 25s478. 13º Christian, 25s599; 14º Gugelmin, 25s617; 16º Da Matta, 25s741; 17º Franchitti, 25s754; 18º Helinho, 25s784; 19º Fernandez, 26s033.

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