Canadense vibra com vitória brasileira
Já sem muita voz e com menos unhas do que duas horas antes, a estudante Aline Marques, 19 anos, não parava de gritar. Ela era apenas uma das milhares de pessoas que fizeram da Avenida Higienópolis, em Londrina, o principal palco de comemorações pela vitória da seleção brasileira, na estréia do time na Copa do Mundo da Alemanha.
Mas também assim como ela, muita gente estava ali mais pela festa do que pelo resultado em si. ''Acho que o Brasil ganhou, né. Parece que foi 2 a 1, ou 1 a 0'', disse a desinformada, mas muito alegre torcedora.
Na Higienópolis, no entanto, havia também muita gente celebrando a conquista da primeira vitória na caminhada rumo ao hexa brasileiro. Gente até de bem longe. O jornalista canadense Vezina Michel, 46, era só alegria. Apesar de não falar nem entender nada em português, ele não perdeu um lance sequer do jogo e da festa e estampava com muito orgulho sua camisa do Brasil.
''Como o Canadá não tem time praticamente, eu torço pelo Brasil'', disse enquanto tirava algumas fotos. ''Na quinta-feira sai a matéria no jornal que trabalho'', disse o repórter de cultura do diário canadense Ici-Montreal. Ele está na cidade com a peça La Historia de la Otra, no Festival Internacional de Londrina (Filo).
A comemoração começou tímida, mas rapidamente o número de torcedores foi aumentando. Novamente as mulheres eram maioria. Mas também haviam muitos pais que levaram os filhos pequenos para ver a festa.
O vendedor ambulante Valfrides Rodrigues, 52, comemorou muito. Mas a festa particular dele e de outras pessoas não era com o resultado da seleção, mas com o das vendas. Enquanto a torcida comemorava, ele vendia bandeiras, apitos e cornetas. ''Aproveito a festa para faturar. Já consegui R$ 50'', festejou Rodrigues. (T.M.)





