Canadense agradece interrupção
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domingo, 30 de março de 1997
Livio Oricchio Agência Estado 
Daniel Garcia/AFPJacques Villeneuve no pódio, em sua primeira vitória este anoO piloto canadense Jacques Villeneuve, da Williams-Renault, vencedor do GP do Brasil, tem talento e um bom carro. Não bastasse isso, ainda contou com uma ajuda extra. Após o primeiro pódio do ano, ele agradecia à bandeira vermelha que interrompeu a corrida na primeira volta. O motivo da parada foi a Stewart, de Rubens Barrichello, que teve problemas e não largou. Villeneuve conquistou a quinta vitória na F-1, uma a menos que seu pai, Gilles, em cinco anos de carreira.
Na primeira largada, anulada, o pole Villeneuve foi mal e rodou no S do Senna, no momento em que era ultrapassado pelo alemão Michael Schumacher, da Ferrari. Com a parada, ele pôde voltar ao box e tirar pedras que entraram no cockpit de seu Williams. Fiquei feliz quando vi a bandeira vermelha, lembrou. A rodada não implicou em nenhuma quebra. Apenas troquei os pneus.
Villeneuve elogiou os pneus que utilizou na prova. Ressaltou, apenas, que o jogo usado na segunda e última troca, não estava tão bom, permitindo que o austríaco Gerhard Berger, segundo colocado, diminuísse a diferença. A melhor volta da prova foi do canadense, 1min18s397, na 28ª .
O piloto, que somou 10 pontos e divide a liderança com o escocês David Coulthard, da McLaren-Mercedes, aposta em uma nova vitória no GP da Argentina, dia 13 de abril. Temos um motor bom, bons pneus e uma equipe trabalhando bem, disse. O carro está confiável e ficarei muito feliz se voltar a vencer.
Berger, na coletiva oficial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), após a prova, não entendeu porque a direção da prova optou pela bandeira vermelha na largada, ao invés de usar um safety car. Villeneuve, como não poderia deixar de fazer, procurou justificar rapidamente. O safety car é para ser usado durante uma corrida e não na largada.
Villeneuve recebeu do prefeito de São Paulo, Celso Pitta, o troféu pela vitória no Brasil. O prefeito, que nos últimos dias não estava com uma cara muito feliz, aplaudiu o canadense com entusiasmo no pódio. Depois de entrevistas, o piloto pôde curtir um churrasco nos boxes da Williams, com o companheiro de escuderia Heinz-Harald Frentzen.


