Campos do Conde busca recuperação em Assis
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domingo, 17 de janeiro de 2010
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O Campos do Conde/Sercomtel/Londrina tem hoje mais uma oportunidade para quebrar um tabu particular nesta edição do Novo Basquete Brasil (NBB). O time treinado pelo técnico Ênio Vecchi enfrenta o Assis Basket, às 11 horas, no Ginásio Jairão, em Assis.
Em nove jogos disputados até agora no NBB, o time londrinense conseguiu apenas três vitórias, todas elas no Moringão. Longe do torcedor, foram quatro tropeços em quatro partidas. O último foi na sexta-feira à noite, diante do CRSA/Itabom/Bauru por 85 a 74.
O Campos do Conde/Sercomtel/Londrina ocupa a 12 colocação com 33,33% de aproveitamento e sabe que precisa começar a vencer fora de casa para seguir na briga por uma vaga nos playoffs. Já o time assisense é o 10º com 42,86% (três vitórias e quatro derrotas). O time paulista não joga desde o dia 22 de dezembro, quando foi eliminado do Campeonato Paulista pelo Bauru.
Destaque da equipe londrinense e segundo cestinha do campeonato na média de pontos, atrás apenas do armador Marcelinho, do Flamengo, o ala Guilherme Filipin tem motivos de sobra para querer mostrar serviço hoje, em Assis. Apesar de ter nascido na capital de São Paulo, foi na cidade do rival desta manhã que o jogador cresceu e passou boa parte da juventude.
Guilherme, de 26 anos, porém, nunca atuou pela equipe assisense, mas mesmo assim o jogo tem um gostinho especial para ele. ''Nunca tive um vínculo com o time de Assis, pois nunca joguei lá, mas vai ser um jogo gostoso. Minha família dificilmente tem a oportunidade de me ver jogando e agora vai estar lá, na arquibancada, me apoiando e torcendo para a gente'', afirmou o jogador, revelado pelo Pinheiros, antes de avisar de um dos principais trunfos do rival. ''A torcida lá também faz a diferença e com certeza vai ter um monte de gente atrás do banco de reservas nos xingando e temos que saber assimilar isso''.
Em sua segunda passagem por Londrina - defendeu o Londrina/TIM em 2005 - Guilherme se vê pela primeira vez como o principal jogador da equipe. Sua precisão nos arremessos são fundamentais para que o clube chegue aos playoffs. Tinha média de 23,38 pontos por jogo, com 48,32% de aproveitamento - até a rodada de sexta-feira. O jogador é também o que mais sofreu faltas no torneio: 7 por jogo em média. Ele ainda é quem tem o melhor aproveitamento nos lances-livres, com 78,67% de acertos - sem contar o confronto com Bauru.
''É uma coisa nova para mim. O Ênio me deu confiança e eu estou retribuindo. Os jogadores estão me apoiando e eu quero me manter até o final desta forma, ajudando o time'', analisou o jogador.
Do lado assisense, o destaque vai para o técnico Marco Antonio Aga, que completa 350 jogos à frente do time. O treinador assumiu a equipe em 2005. Aga, entretanto, deixa o Assis Basket no próximo mês para trabalhar em uma equipe de São Paulo.


