Campo precisa de uma reforma
Quem olha o gramado do estádio do Café, mesmo sem entender nada de variedades ou tipos de grama, não tem dúvida: ele está lastimável. Com a notícia de que a Prefeitura de Londrina irá fazer as reformas estruturais necessárias para que o estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) passe a, novamente, sediar jogos do Campeonato Paranaense, o estádio do Café volta a ser o tema entre os esportistas de Londrina.
Ninguém sabe responder se o gramado será recuperado para o campeonato brasileiro da Segunda Divisão.
Com a interdição do VGD, na segunda quinzena de fevereiro, a prefeitura providenciou uma limpeza no estádio do Café. Segundo o secretário de Obras, José Righi de Oliveira, a prefeitura arrumou os vestiários, trocou os chuveiros, desemtupiu as banheiras e deixou quase tudo em ordem. Apenas um sanitário está interditado, disse Oliveira.
Feitos esses reparos, o problema mais visível, hoje, está dentro das quatro linhas. As pequenas áreas, nos dois gols, estão carecas. O campo está todo irregular, cheio de buracos, e com grama de diversas qualidades. Oliveira disse que a responsabilidade de cuidar do gramado é da Autarquia de Meio Ambiente (Ama).
A Folha procurou a Ama para obter informações sobre a possível reforma no Estádio do Café. Segundo a assessoria de imprensa da autarquia, a Ama está em processo de transição e ainda não se sabe a quais funções ficará responsável. A presidente interina da Ama, Sandra Graça, estava ontem em Sabáudia e não foi possível contatá-la
O problema é que ninguém cuida do Estádio do Café. Antes ele estava sendo administrado pela Sociedade dos Amigos do Londrina (Sal), depois retornou para a Prefeitura, mas hoje está uma bagunça. O gramado está lastimável. Se não for tomada nenhuma providência, vamos, de novo, virar chacota quando começar o Campeonato Brasileiro da segunda divisão, disse Célio Guergoletto, vice-presidente de futebol do Londrina.
Segundo o dirigente, um dos maiores problemas do Estádio do Café é o excesso de jogos a que ele vem sendo submetido. Lá está tudo liberado. Tem jogo do campeonato amador, tem amistoso de juniores, tem jogo profissional, casados contra solteiros, tem de tudo, afirma Guergoletto.
Como ainda há muito o que fazer no Café, a diretoria da Portuguesa, vez ou outra, dá uma mão. Fomos nós que arrumamos o sistema hidráulico e o placar eletrônico. Também já fomos lá duas vezes para regar o gramado que estava muito quimado, comenta Amarildo Vieira, diretor da Lusinha.Josoé de CarvalhoGramadoAs duas pequenas áreas estão carecas, além dos buracos no campoCláudio Osti





