Rio - O imbróglio judicial envolvendo o campo de golfe da Olimpíada de 2016 foi assunto evitado na entrevista coletiva que encerrou a sétima visita oficial ao Rio da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI) para os Jogos Olímpicos. O tema foi abordado em três momentos nesta quarta-feira, mas, em todos eles, as respostas foram evasivas.
O campo de golfe está sendo construído na zona oeste do Rio e ocupa parte de uma área de proteção ambiental. O Ministério Público da cidade entrou com uma ação pedindo readequação no projeto, mas a prefeitura alega que isso é inviável, já que ele avançaria até a margem da Avenida das Américas, área onde serão erguidos empreendimentos imobiliários. Duas audiências de conciliação já foram realizadas, sem sucesso. Assim, caberá à Justiça dar uma decisão final.
Indagada sobre o tema, Nawal El Moutawakel, presidente da comissão do COI, desconversou sobre o assunto nesta quarta-feira. "Nós estivemos ontem visitando o campo de golfe e ele me pareceu muito bom", disse a marroquina. Sobre o problema judicial, ela se limitou a dizer que "a prefeitura está lidando com isso". Essa foi a mesma postura do presidente do Comitê Organizador dos Jogos do Rio, Carlos Arthur Nuzman - "Isso vocês precisam perguntar para a prefeitura", respondeu.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, participou ativamente das atividades da comissão do COI nos três dias de visita, mas não esteve na entrevista coletiva de encerramento. Mais cedo, ele conversou com jornalistas e repetiu o discurso que dera na segunda-feira, no primeiro dia de reuniões. Segundo Eduardo Paes, o Brasil "vive em um sistema democrático" e contestações na Justiça são comuns. Ele se diz confiante. (A.E.)

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