Campeonato reúne futuro do beisebol em Londrina
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domingo, 06 de julho de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O jeito e a expressão ainda são de moleques mas dentro do campo de jogo, eles suaram (e sujaram) a camisa durante as disputas pela XVI Taça Brasil de Beisebol Interclubes Infantil, realizada de sexta até ontem na sede campestre da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel). A competição reuniu 326 atletas de 22 equipes tinha gente até do Pará que representa o futuro da modalidade que ainda conta com muito pouca visibilidade no país.
A persistência da Acel em treinar a garotada da cidade, realizar torneios e disputar competições pelo país sempre rendeu bons frutos. Tanto é que neste ano nove atletas do clube foram convocados para a Seleção Brasileira em diferentes categorias. O futuro do beisebol do Brasil veio para Londrina, até porque essa competição faz parte do calendário oficial da Confederação Brasileira, aponta um dos organizadores do evento, Miguel Nishihara.
Um dos talentos locais é Gustavo Henrique de Souza, que acaba de voltar de San Pedro, em Honduras, onde a equipe brasileira obteve o quarto lugar no Pan-Americano Pré-infantil (até 10 anos). O menino trocou as quadras de futsal pelo campo de beisebol e não se arrepende. Quero ser um jogador profissional e quem sabe um dia jogar nos Estados Unidos ou no Japão, projeta. O pai, coruja, garante que o filho é bom no esporte. Ele foi o único que jogou todas as partidas, orgulha-se.
Com 11 anos, Gustavo Henrique Nishihara também já sentiu o gosto de defender o Brasil em uma competição fora do país e, logo, na Argentina. Foi muito legal porque conheci vários outros atletas de outros países e foi importante para ter mais experiência., Ele, que foi novamente convocado para a seleção brasileira (categoria infantil) para jogar o Pan-Americano na Colômbia em agosto, diz que embora o esporte seja desconhecido a competitividade é tão grande quanto no futebol. De cada 100 atletas, só um ou dois conseguem se destacar e jogar nos Estados Unidos, Japão e Cuba, que são as referências mundiais, aponta.
Quem também já está arrumando as malas para representar o país no Mundial Nanshiki Infantil, entre 25 e 28 de julho, é Anderson Hideo Osawa, 12 anos. Acho que vai ser muito legal, afirma o garoto, ainda meio tímido. Ele viaja no próximo dia 18 e admite que está ansioso em visitar a terra de onde seus avós partiram há 100 anos. É a primeira vez que vou para o Japão, conclui.
Embora a maior força do beisebol brasileiro esteja em equipes do Paraná e São Paulo, há também quem insista em incentivar a modalidade fora deste eixo. É o caso do time de 18 atletas que veio de Belém (PA). Prova do amor pelo esporte, eles chegam a percorrer até 230 km e enfrentar meia hora de balsa apenas para treinar. Só a viagem de ônibus até Londrina, uma distância de 3.460 km, demora três dias. Queremos dar continuidade a esse projeto mas lá só tem três equipes que disputam um campeonato regional. Então, vir para cá, ajuda muito a gente, comenta o chefe da delegação paraense, Guilherme Iuji Saito.


