São Paulo, 02 (AE) - O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Eduardo José Farah, orgulhoso, anunciou, hoje à tarde, que o Campeonato Paulista do ano 2000 será o caminho mais fácil para se chegar à Libertadores da América do ano seguinte. Foi um pouco de exagero do dirigente. Na verdade, vencer a competição será uma das várias alternativas que os clubes do Estado terão para tentar disputar o torneio sul-americano.
O campeão paulista de 2000, ao lado do carioca, vai participar, durante 15 dias em junho, da Copa dos Campeões, cujo vencedor vai dispautar a Libertadores. Ao todo serão oito equipes nesta copa. As demais são o vencedor do Torneio Rio-São Paulo, campeão e vice da Copa Nordeste e Copa Sul-Minas e o vencedor de um confronto entre vencedores da Copa Norte e Copa Centro-Oeste. O campeão da Copa do Brasil, além do campeão e vice do Campeonato Brasileiro também estão classificados para a Libertadores de 2001.
Para a Libertadores de 2000, já estão classificados o Juventude (campeão da Copa do Brasil) e o Palmeiras (atual campeão sul-americano que conquistou uma quinta vaga do País). O campeão e vice do Brasileiro também estarão garantidos. A última vaga será disputada por 16 clubes (do 3º ao 18º) que participam do atual Brasileiro, por meio de jogos eliminatórios. Um novo torneio com regras mirabolantes.
Farah também anunciou hoje o Paulista, que começa dia 22 de janeiro e acaba no dia 11 de junho. "Teremos 10 competições no ano 2000, mas conseguimos encaixar as datas", garantiu o dirigente. O campeão de 2000 receberá um prêmio de R$ 4 milhões e o vice, R$ 1 milhão. As partidas terão dois árbitros em campo, caso não haja protesto dos clubes participantes. Oscar Roberto de Godói, que teve uma arbitragem polêmica no primeiro jogo da última decisão, não vai mais apitar. "Nem que ele fosse meu pai", justificou Farah. Godói será instrutor de árbitros. O jovem Paulo César de Oliveira, que desagradou ao dirigente, passará por uma reciclagem.
O Paulista de 2000 terá uma interdependência entre as divisões. Na primera fase da A-1, que terá 12 clubes (com exceção de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos), uma equipe será rebaixada para a A-2. Na segunda fase, os 11 que sobraram, mais os quatro grandes, mais o campeão da primeira fase da A-2 vão começar a brigar pelo título, divididos em quatro grupos de quatro. Ao fim desta etapa
mais um clube será rebaixado. Os fundadores da FPF terão privilégios. "Um time da A-2 poderá chegar à Libertadores", ilustra Farah. Uma mesma equipe poderá ascender e ser rebaixada no mesmo ano e vice-versa.
Farah garante que não haverá confusão para entender o regulamento. "É uma fórmula simples", explica. Em uma pergunta dirigida a Farah, se tantas competições, com diferentes regulamentos, não atrapalhariam a cabeça do torcedor, o palmeirense Mustafá Contursi, que participava do anúncio com os demais presidentes de clube, fez uma indelicada interrupção. "O torcedor precisa é de escola."

mockup