CAMPEONATO PARANAENSE - Capital e interior se encontram pela 24 vez
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sábado, 08 de abril de 2006
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A decisão da Série Ouro do Campeonato Paranaense 2006, entre Paraná Clube e Adap, marca a 24 final protagonizada entre equipes do interior e da capital. O retrospecto é favorável aos times de Curitiba, que perderam em apenas quatro encontros. Como pode perder até por dois gols de diferença, o Tricolor tem grandes chances de aumentar a vantagem histórica na competição.
A primeira conquista do interior aconteceu em 1929, quando o Operário de Ponta Grossa bateu o Atlético. Em 31, o Guarani, também de Ponta Grossa, voltou a promover um encontro entre os ''pequenos'' e os ''grandes'', mas ficou na segunda posição. Os ''caipiras'' só voltaram a vencer na década de 50, quando o Clube Atlético Monte Alegre (Cama), de Telêmaco Borba, levou a melhor diante do Ferroviário, em 55.
Nos anos 60 os duelos entre interior e capital ficaram mais intensos devido ao regulamento do Estadual, que dividiu os grupos entre Norte e Sul. Londrina, em 62, e Grêmio Maringá, em 63, garantiram assim suas primeiras taças. O fato curioso em toda essa trajetória de confrontos fica com a decisão entre Colorado e Cascavel, em 80, quando os dois times foram declarados campeões, em um empate incomum.
Depois do retorno dos grupos com os times da capital e do interior misturados, os ''caipiras'' passaram a aparecer com menos frequência nas decisões. O destaque fica por conta da derrota do Coritiba para o Galo Maringá, último vencedor dos ''pequenos'' na final, em 77.
Título inédito A primeira vez a gente nunca esquece. E o goleiro Flávio não vê a hora de conquistar seu primeiro título pelo Paraná Clube. O arqueiro, que ficou com o título do Supercampeonato Paranaense com o Atlético, ainda não disputou finais desde que chegou ao Tricolor, há três anos.
Flávio é o único atleta a permanecer intacto como titular da posição desde que chegou e hoje é um dos mais importantes do elenco, com a melhor defesa da competição 15 gols em 19 partidas. Vários jogadores vieram e foram embora e o goleiro sempre foi mantido pela diretoria. Depois de só lutar para não cair no Estadual, o arqueiro, agora com a boa vantagem de 3 a 0 conquistada no primeiro jogo, espera finalmente liberar o grito de campeão entalado na garganta.
Outra curiosidade desta final é a coincidência protagonizada pelo técnico Luiz Carlos Barbieri. O treinador conseguiu encerrar o jejum de títulos do Criciúma no Estadual, em 2005, quando a equipe catarinense já completava nove anos sem chegar à decisão. Desta vez, o comandante tricolor pode tirar o Paraná Clube da fila, que também dura nove anos.
Balanço A competição encerra hoje com uma boa média de gols, de 3,14 por partida, superior aos números registrados na duas últimas temporadas. Até o momento, foram marcados 393 gols em 125 jogos. No ano passado, a média ficou em 2,99.
O público também foi mais aos estádios no campeonato deste ano. Sem contar o número de torcedores hoje à tarde no Estádio Pinheirão, compareceram às praças de jogos um total de 383.957 pagantes. A média é de 3.072 pagantes por partida. Em 2005 a média ficou em 1.910.


