Campeonato Brasileiro pode ser decidido no STJ
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quinta-feira, 18 de novembro de 1999
Por Sílvio Barsetti 
Rio, 18 (AE) - O Campeonato Brasileiro pode ter seu futuro decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), como disse hoje o presidente em exercício da Confederação Brasileira de Futebol Alfredo Nunes. Ele recebeu à tarde a citação do juiz Jansen Fialho de Almeida, da justiça do Distrito Federal, na qual havia a determinação à CBF de que deveria reintegrar o Gama à Série A do Brasileiro e o incluir na disputa da seletiva para a Libertadores da América.
Se isso não acontecesse até esta quinta-feira à noite, de acordo com o advogado do PFL de Brasília, Raimundo Albuquerque, Alfredo poderia ser preso. O advogado acompanhava duas oficiais de justiça da 30 Vara Cível do Rio, Vera Lúcia Ramos Dias e Sandra Regina Cristiano, na ida ao prédio da CBF. As duas admitiram que pensaram na possibilidade de seguir à CBF com força policial para assegurar a entrega do documento - ele poderia ser assinado por qualquer diretor e não só pelo presidente Ricardo Teixeira, como estava disposto na citação que chegou a ser levada antes à CBF.
A carta precatória, ou liminar, levada à CBF, foi pedida pelo diretório do PFL do Distito Federal, o Sindicato dos Treinadores Profissionais da capital e um grupo de parlamentares e filiados do partido. Para Alfredo, que assinou a citação, está havendo um conflito de jurisdição e a CBF não tem como ser responsabilizada pelo rebaixamento do Gama. A confederação tem em seu poder duas liminares, obtidas pelo Botafogo-RJ e Federação de Futebol do Rio que garantem a continuidade do torneio, após a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva, de dar a Botafogo-RJ e Internacional os pontos de seus jogos com o São Paulo, por causa da escalação supostamente irregular de Sandro Hiroshi.
O Gama baseia-se na decisão do TJD para reivindicar sua permanência na elite do futebol. "Se for respeitada a lei, o Atlético-PR entra na vaga do São Paulo e o Gama fica na frente do Botafogo-RJ e foge do descenso", disse o diretor do Gama, Flávio Raupp.
A diretoria do clube brasiliense entende que a CBF mudou irregularmente artigo do Código Brasileiro Disciplinar de Futebol que regulamenta as penas para os clubes que escalam atletas sem condições de jogo. Pelo que constava no regulamento, infrator deveria perder cinco pontos, referente à cada partida.
Diferente do que ocorre agora, quando os três pontos são dados para o adversário. A justiça do Distrito Federal determinou a cobrança de multa diária de R$ 500 mil à CBF, a partir de amanhã
se a ordem for descumprida.


