CAMPEONATO BRASILEIRO - Segundo turno começa com menos charme
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sábado, 26 de agosto de 2006
Robson Morelli<br> Agência Estado 
São Paulo - O primeiro turno do Campeonato Brasileiro acabou na quinta-feira com a certeza de que a segunda parte terá menos charme. Os números da disputa demonstram isso. Dodô deixou o Brasil há pouco mais de um mês e ainda figura isolado na artilharia do torneio, com nove gols. Uma afronta aos ''fazedores de gols''. Ao que tudo indica ainda, o melhor atleta da disputa, ou pelo menos o mais reverenciado, abandonou o barco e parece que não vestirá mais a camisa do Corinthians. Aplaudido até por quem não é corintiano, Tevez declarou não atuar sob o comando de Emerson Leão. Foi embora.
Dos que ficaram, o melhor agora é um goleiro: Rogério Ceni. Na partida contra o Cruzeiro, domingo passado, o atleta do São Paulo mostrou seu repertório de qualidades. Fez defesas importantes, pegou pênalti e marcou dois gols. Suas atuações têm salvado a mesmice do Campeonato Brasileiro.
Exceto pelo São Paulo, que já tinha time formado, as demais equipes estão niveladas. O Internacional, que poderia seguir no mesmo degrau do time tricolor, vendeu jogadores de peso após a Libertadores, como Rafael Sóbis, Tinga e Jorge Wagner. Estará mais fraco no segundo turno. Além dos três, outros ''craques'' que foram embora são Ricardinho e Lugano. Ambos farão falta no Brasileirão.
O Santos, vice-líder, se apega ao talento de seu treinador, Vanderlei Luxemburgo, para seguir no pelotão de elite. O elenco da Vila, sabe-se, é razoável apenas.
A disputa que se vê na parte de cima da tabela também ocorre na outra ponta, para fugir da zona de descenso. E a briga vai se acirrar. Santa Cruz e Corinthians são assíduos frequentadores do ''fundo do poço''. Mas ninguém acredita no rebaixamento do time alvinegro. O time tem elenco. Do último colocado ao 11º, a diferença de pontos entre eles é de sete apenas.
A dança dos técnicos também foi uma constante nesta primeira etapa. Leão começou dirigindo o Palmeiras, foi para o São Caetano e está no Corinthians, que deu a largada sob o comando de Ademar Braga e ainda teve Geninho, que saiu e voltou num pé só para o Goiás.
O nível técnico dos atletas também não foi lá essas coisas. O ruim virou bom e alguns bons caíram em desgraça. Atleta como Enílton, do Palmeiras, frequentou o céu e o inferno quase na mesma partida. Joga sob o signo da desconfiança.
Outra peculiaridade foi a parada obrigatória para a Copa, quando os clubes deram dias de folga para seus elencos e depois trabalharam pesado para voltar afinados. O Palmeiras subiu de rendimento e deixou a zona de descenso após esse período. Agradece até hoje. E os árbitros, com erros e acertos, apitam sob o olhar atento do torcedor.
Leia mais sobre a primeira rodada do returno nas páginas 2 e 3.


