O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) divulgou ontem a lista das 65 pessoas que vão carregar a tocha olímpica em Londrina, hoje, a partir das 17h30. A cidade abre o revezamento do símbolo olímpico na Região Sul do Brasil. Ao todo, o percurso será de 13 quilômetros ao longo das principais ruas e avenidas do município.
Entre os nomes, destaque para a medalhista olímpica Natália Falavigna, o ex-jogador de vôlei Giba, Cleverson da Silva, do atletismo, e Bruno Fidelis e Claudio Luis Bertolini, da marcha atlética. Outro convidado foi o narrador esportivo Galvão Bueno. Os nomes foram escolhidos pelo COB e pelos patrocinadores. A prefeitura de Londrina pode indicar cinco pessoas: o gari Edivino Corrêa, a empresária Kimiko Yoshii, o escritor Domingos Pellegrini, o fundador da ONG AME, Aldo Pedalino, e a professora Wandreia Souza Gomes. Cada corredor vai percorrer 200 metros com a tocha.
"Fiquei muito orgulhosa pelo convite em participar na minha cidade deste momento único do esporte brasileiro. Certamente vai passar um filme na cabeça relembrando tudo o que fiz ao longo da carreira, das dificuldades e que realmente valeu muito a pena. Vai ser emocionante", garante Falavigna, que participou de duas olimpíadas, Atenas e Pequim, onde conquistou a medalha de bronze, a única até hoje do taekwondo brasileiro.
Hoje, a tocha olímpica passa por três cidades de São Paulo – Paraguaçu Paulista, Marília, onde um dos carregadores será o ex-locutor esportivo Osmar Santos, e Assis – com chegada em Londrina por volta das 17h30. O fogo olímpico será recepcionado no Centro Cívico e segue até o aterro do Lago Igapó, com previsão de chegada por volta das 20h30. No local, haverá um palco com apresentações artísticas e musicais, além da pira olímpica.
"As Olimpíadas vão muito além do esporte, pois ela traz valores que podem contribuir com a melhoria da sociedade brasileira. E é bom ver que pessoas comuns, que de alguma forma contribuem com o lugar onde vivem, também vão participar deste momento. Que esses Jogos sejam uma ferramenta pedagógica para tornar o nosso país mais igualitário", afirma Natália Falavigna.
Equipes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vão trabalhar para controlar o trânsito, já que várias vias estarão interditadas a partir das 15h.

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