Campeões mundiais recebem a taça da Copa
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
Michel Castellar<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - Enquanto o coordenador-técnico da seleção Zagallo, reclamou da proibição de não poder tocar na Taça Copa do Mundo Fifa, pelo menos o goleiro Marcos aproveitou a desconfortável ocasião para ''cavar'' sua vaga no grupo que disputará o Mundial da Alemanha, a partir do dia 9 de junho. O encontro dos dois ocorreu ontem, durante a cerimônia de abertura, restrita a convidados, da exibição do troféu no Forte de Copacabana, no Rio hoje, a visitação será pública, das 9 horas às 18 horas.
''Não estou forçando nada com o Zagallo e o Parreira, mas, se por um acaso der alguma coisa errada e não for à Copa, pelo menos já cheguei perto'', disse Marcos, ao posar com a taça ao lado do coordenador-técnico da seleção, que riu da situação.
Marcos foi ao evento para representar a conquista brasileira de 2002 além dele, foram convidados Zagallo (1958), Nilton Santos (1962), Carlos Alberto Torres (1970) e Bebeto (1994). Ele lembrou da boa fase de Rogério Ceni, Júlio César e Gomes, mas destacou sua importante participação na Copa da Coréia/Japão.
''Sempre joguei pouco na seleção. Tenho 27 ou 28 jogos e acho que era um goleiro que pouca gente queria como titular, a não ser a torcida do Palmeiras'', lembrou Marcos. ''E nem sempre o favorito é quem joga. Tem muita coisa para acontecer. Vou apelar ao trabalho para poder realizar os sonhos de ir a Copa e ser campeão com o Palmeiras em 2006.''
O conformismo de Marcos por chegar perto da Taça da Copa foi forçosamente compartilhado pelos demais campeões presentes ao evento. ''Por que o moço que proibiu não foi lá ganhar com a gente?'', questionou Nilton Santos, protestando por não poder tocar no troféu. Apesar dos insistentes pedidos, até do capitão do tri Carlos Alberto Torres, nem mesmo Zagallo pôde tocar na taça apenas fingiu.
O representante da Fifa para o Tour Mundial da taça, Thomas Von Ubrizsy, argumentou que vetar o toque no troféu é uma medida para resguardar sua restauração, ocorrida em novembro. Explicou que o ''ácido'' presente nas mãos humanas afetam os 4,970 quilos de ouro maciço 18 quilates presentes na peça de 36 centímetros.
De acordo com Ubrizsy, ''raríssimas'' exceções são feitas como a que ocorrerá hoje, quando o capitão da seleção tetracampeã em 1994, nos Estados Unidos, Dunga, erguer a taça na cerimônia de encerramento da exibição pública no Rio, durante o show do grupo Skank, na Praia do Flamengo, zona sul da cidade.
O tour da Copa do Mundo passará por um total de 28 países e 31 cidades. No Brasil, a peregrinação terminará no domingo, com a exibição pública em São Paulo.
Dúvida O representante da Fifa ainda colocou fim, ontem, a uma discordância entre a Coca-Cola, patrocinadora do evento, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). De acordo com Ubrizsy, a taça original esteve de posse do Brasil até o final de 2005, como afirmou a entidade e, por isso, não é a primeira vez que o artefato está no País, como defendeu a multinacional de refrigerantes.


