Edmundo InagakiUm campeãoFábio, goleiro do União, foi um dos destaques da seleção no MundialA seleção brasileira que conquistou pela primeira vez na história o Campeonato Mundial Sub-17, derrotando Gana por 2 x 1, domingo, no Cairo, retorna hoje ao Brasil, desembarcando no Galeão às 18 horas. O grupo de 18 jogadores e oito componentes da comissão técnica pernoitará no Hotel Guanabara, no centro do Rio, pois amanhã será homenageado com um almoço, no Gril One, pelo presidente Ricardo Teixeira e toda a diretoria da CBF.
O técnico Carlos César afirmou que a geração campeã mundial de Sub-17 servirá como boa base para o Brasil disputar o sul-americano e o mundial sub-20 em 99, com muitas chances de conseguir os títulos. ‘‘Se este grupo se mantiver junto, em atividade, o Brasil poderá chegar a 99 com um time afinado e com todas as condições para conquistar o tetramundial de Sub-20, que nos escapou este ano, na Malásia’’, afirmou.
O zagueiro Fernando, que pertence ao Flamengo e já tem contrato de profissional, embora tenha apenas 17 anos, já foi informado pelos dirigentes do clube que na volta terá um apartamento à sua disposição, para morar na sede do Morro da Viúva. Órfão de pai, Fernando perdeu também a mãe pouco antes do seu embarque para o Egito. Ela teve um infarto ao comunicar ao filho sua convocação para o Mundial. Fernando teria de viver num apartamento em Padre Miguel, junto com um irmão pouco mais velho, e teria extrema dificuldade para se alimentar e cumprir seus horários no clube.
FábioEntre os campeões do mundo, está o goleiro Fábio, do União Bandeirante. Em 95, quando a equipe paranaense foi disputar um torneio juvenil em Aparecida do Taboado (MS), o diretor Nelson dos Santos e o técnico Betão ficaram impressionados com o potencial do jovem goleiro, na época ainda na idade de infantil, e trouxeram-no para o clube. Fábio, que neste Mundial sofreu apenas dois gols, é considerado um jogador extremamente frio, requisito indispensável a um grande goleiro. Neste final de semana, o União retornará a Aparecida do Taboado para homenagear seu campeão.
FuturoQuando retornar ao país, hoje, a seleção campeã certamente não terá a recepção que outros campeões mundiais tiveram em outras memoráveis conquistas. Mas ainda é cedo. Mais velhos que eles exatos dois anos, Dunga, Bebeto e o lateral Jorginho também foram campeões mundiais juniores, em 85, no México, e só 11 anos depois sentiram o gostinho da consagração popular, com o tetracampeonato nos Estados Unidos, assim como Taffarel e Muller, que em 85 também levaram o Brasil ao bi.

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