São Paulo - Antes do merecido descanso após a conquista do título da Liga Mundial, a seleção brasileira masculina de vôlei desfilou ontem em um carro do Corpo de Bombeiros por várias das principais ruas de São Paulo. A cidade parou para aplaudir o time de Bernardinho e até o clima, com sol e céu azul, ajudou o desfile, que durou duas horas e partiu da Rua Tutóia, chegando no ginásio do Ibirapuera teve gente que correu atrás dos jogadores do início ao final do trajeto.
Em seguida, eles partiram para suas casas, onde vão descansar até terça-feira, dia da reapresentação para Bernardinho, no Rio de Janeiro.
O mais experiente do grupo é Maurício. Ele foi o único jogador que há 11 anos participou do desfile que homenageou o time campeão olímpico em Barcelona. Giovane também era daquela seleção, mas foi dispensado da festa de ontem para ajudar nos preparativos para seu casamento, que acontece na sexta-feira. O levantador Ricardinho também foi dispensado e foi direto para Maringá (ver texto ao lado).
''Daquela vez foi magnífico, uma surpresa. A gente nem sabia da repercussão no Brasil. Hoje (ontem), nem imagino como vai ser porque a Liga Mundial não é uma competição de tanta importância quanto uma Olimpíada'', disse Maurício, antes de subir no carro dos Bombeiros.
Da primeira vez, o levantador guardou alguns trechos do trajeto que percorreu: ''Me lembro da 23 de Maio, Marginal Pinheiros lotadas. Mas eu agradeço aos brasileiros pelo reconhecimento ao nosso trabalho. A gente rala todo dia para isso mesmo.''
Bernardinho, um dos nomes que os torcedores mais berravam pelas ruas, também estava maravilhado. ''Só temos a agradecer de coração a todo mundo que torceu demais nessa Liga Mundial. A única vez que desfilei em carro aberto foi em Curitiba, quando conquistamos um título da Superliga'', afirmou o treinador.
Outro que deu muita atenção para os torcedores foi o líbero Escadinha. ''Depois de uma final como esta, temos mesmo de comemorar.''
Pan-Americano Bernardinho garante que não deve fazer grandes mudanças nos 12 jogadores que estarão no Pan-Americano na República Dominicana. ''Todos mostraram condições. O Pan é uma competição perigosa, em que nós temos tudo a perder e os outros times têm tudo a ganhar se nos vencerem. Teremos Estados Unidos, Canadá e Venezuela um time perigoso além de Cuba, que é um time renovado e imprevisível.''

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