São Paulo, 09 (AE) - Eles já foram campeões mundiais de Fórmula 1, ambos pela então poderosa Williams/Renault, mas, hoje
em Interlagos, no primeiro dia de treinos livres, tiveram de amargar problemas de motor e foram os pilotos que menos andaram na pista de São Paulo. O inglês Damon Hill, da Jordan, e o canadense Jacques Villeneuve, da estreante British American Racing (BAR), acabaram, respectivamente, nas duas últimas colocações no grid provisório de hoje.
Villeneuve deu apenas 11 voltas pela manhã. Um vazamento de combustível acabou obrigando os mecânicos da BAR a tentar trocar o motor de seu carro em poucos minutos, um serviço normalmente demorado. Inútel. Cinco minutos antes de o treino da tarde começar, Villeneuve, de bermuda, camiseta e boné, almoçava
ao ar livre, tranquilamente, com companheiros da escuderia, aparentemente conformado em não voltar à pista.
Mas não era seu dia de sorte definitivamente. Uma chuva repentida obrigou o piloto a levantar com o prato na mão e procurar abrigo no box. "Fiquei desapontado por ficar uma sessão toda de treinos de fora", afirmou. "Pensei que poderia fazer algum progresso no carro." Hill deu 16 voltas pela manhã e uma outra à tarde. A Honda mandou um motor mais potente, do Japão, especialmente para o Grande Prêmio do Brasil, mas Hill ficou na mão. "Para mim, será muito complicado andar amanhã porque não consegui andar no seco", afirmou. Pela manhã, choveu enquanto o inglês esteve na pista. À tarde, no seco, Hill pouco ficou na pista. O piloto torce por chuva amanhã e lamentou a "falta de sorte" de hoje.
Enquanto antigos campeões desfilavam lamentações, pilotos menos expressivos comemoravam. O italiano Giancarlo Fisichella, da Benetton, quarto colocado em Melbourne, fez o quinto melhor tempo hoje, atrás apenas das McLarens e das Ferraris, com 1min20s309. "Não fiquei contente apenas pela colocação, mas, principalmente, por chegar a um acerto que nos coloca na direção certa", contou.
Quem também fez bem sua parte foi o francês Stéphane Sarrazin, que fez sua estréia hoje em um treino de F-1. Ele substituiu o italiano Luca Badoer, com a mão quebrada, na Minardi. Foram 38 voltas. "Estou empolgado por andar pela primeira com um carro e numa pista que não conhecia nada", disse. A única reclamação do piloto foi o tamanho do cockpit. "Ele é muito pequeno para mim que sou alto."

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