GR -

Campeãs sul-americanas, ginastas de Londrina projetam o futuro

Equipe da Unopar representou o Brasil em três competições internacionais este ano e sonha com a Olimpíada de 2024

Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha

 De olho no futuro, a equipe juvenil de GR (ginástica rítmica) da Unopar/Londrina celebra mais uma conquista internacional. Consolidada há anos como uma das referências da ginástica brasileira, a equipe faturou todos os títulos possíveis no Sul-Americano de Conjunto, disputado no Peru.


Equipe londrinense conquistou todos os títulos possíveis no Sul-Americano de Conjunto, disputado no Peru
Equipe londrinense conquistou todos os títulos possíveis no Sul-Americano de Conjunto, disputado no Peru | Ricardo Chicarelli
 


O time formado por Flavia Izidoro, Mel Gomes, Gabriella Coradine, Emily Almeida, Maria Eduarda Santos e Rafaela Elias voltou de Lima com o título no geral, nos cinco arcos e nas cinco fitas. "Tivemos alguns erros na semifinal, mas na final completamos sem erros. Na prova do arco conseguimos a nossa maior nota em competições internacionais", ressaltou a técnica Juliana Coradine. 




Outra londrinense que brilhou no Sul-Americano foi Julia Kurunczi, que competiu no individual e foi campeã por equipe e na corda e ainda vice-campeã no geral.  "Na equipe as responsabilidades são dividas e no individual você tem que resolver os problemas sozinha. A meta é em dois anos conseguir uma vaga no Mundial individual", afirmou a ginasta de 13 anos. 


O conjunto londrinense já havia representado o Brasil no Pan-Americano, realizado em junho, no México, onde conquistou três medalhas, e também no Mundial, em julho, na Rússia. 


A qualidade, o desempenho e as conquistas desta equipe abrem projeções para o futuro de olho na Olimpíada de 2024. Em uma modalidade tão exigente e tão precoce, estas meninas de 14 e 15 anos estão próximas do auge da carreira. 


"No próximo ciclo olímpico eles terão 19, 20 anos que é o ápice de uma ginasta. Pela experiência internacional que elas têm, certamente têm condições de integrarem a seleção brasileira", frisou a treinadora.


A caminhada para realizar o sonho olímpico ainda é longa, mas elas não perdem o objetivo de vista e nem se cansam de treinar e evoluir. "Não podemos nos acomodar e a nossa equipe sempre quer mais. Podemos construir muitas coisas boas ainda", apontou Emily Almeida, 14 anos. "Todos estes torneios internacionais nos deixaram acostumadas com grandes competições e hoje nos sentimos mais preparadas", frisou Rafaela Elias.


A chance de crescer no esporte foi o motivo que fez Maria Eduarda Santos deixar há um mês e meio a casa da família em Maringá para integrar o time de Londrina. "Aqui terei mais chance de evoluir, além de poder participar de competições mais importantes", revelou. 


Mais velha da equipe, Flavia Izidoro, 15, fará a transição para a equipe adulta em 2020 e aposta muito no potencial das parceiras. "Certamente todas terão um leque de oportunidades e já mostraram muita capacidade", comentou.


Enquanto o futuro não chega, as metas para 2019 ainda não foram todas cumpridas. O próximo desafio é o Campeonato Brasileiro, que será disputado entre 20 e 24 de novembro, em Londrina. A equipe londrinense foi vice-campeão no ano passado.


"Éramos muito novas em 2018, agora estamos mais experientes. E o bom de competir em casa é que teremos uma torcida grande", ressaltou Mel Gomes. "E para o ano que vem vamos em busca de uma vaga na Ginasíades (Olimpíadas da Juventude)", projetou Gabriella Coradine. 


Continue lendo


Últimas notícias