Dezenas de crianças e adolescentes, além de familiares, fizeram uma bonita festa na tarde de ontem no aeroporto José Richa para recepcionar parte da seleção brasileira de ginástica rítmica, que voltou do Pan-Americano de Toronto, com cinco medalhas. Desembarcaram em Londrina as atletas Beatriz Pomini e Débora Falda, a técnica Camila Ferezin e a professora de ballet, Bruna Rosa. Após o desembarque, a campeãs desfilaram em um caminhão do Corpo de Bombeiros por avenidas centrais até a prefeitura de Londrina, onde foram homenageadas.
O Brasil manteve a hegemonia no continente ao ganhar o pentacampeonato no conjunto geral. A Seleção ainda foi medalha de ouro no aparelho das cinco fitas e prata, nos dois arcos e três pares de maças. Na disputa individual, Angélica Kviecynski, de Toledo, faturou dois bronzes no arco e na fita. As demais ginastas da seleção brasileira foram Ana Paula Ribeiro, Dayane Amaral, Emanuelle Lima e Jéssica Maier.
Para a técnica da seleção brasileira, as conquistam têm que ser muito valorizadas já que a equipe enfrentou muitas adversidades na disputa. "Precisamos passar por muitos momentos de superação, a equipe dos Estados Unidos melhorou muito, tivemos a ausência da Débora e mesmo assim as meninas foram bem e deram conta", frisou a treinadora, medalhista como atleta em 1999, como auxiliar em 2003 e como técnica nas duas últimas edições do Pan.
Débora Falda, que é de Cambé (região metropolitana de Londrina), foi cortada já em Toronto, em virtude de uma inflamação na canela. Apesar disso, a Confederação Brasileira permitiu que a capitã permanecesse junto com a equipe. "A presença dela foi importante para manter a união do grupo", garantiu Camila.

Campeãs no Pan, ginastas são recebidas com festa
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Beatriz Pomini, de 19 anos, que disputou o seu primeiro pan-americano, se surpreendeu com a recepção calorosa. "Nunca esperei que ia ser recebida por tanta gente. Quando iniciei na ginástica sempre me espelhei na Seleção e agora somos o espelho para essas meninas que estão começando", apontou a ginasta. Beatriz e Débora começaram na ginástica em Cambé e depois se transferiram para a equipe da Unopar, onde alcançaram a seleção brasileira.
Apesar da festa, a Seleção não tem muito tempo para comemorar e a partir da próxima semana já começa a se preparar para a Copa do Mundo de ginástica, etapa de Sofia, na Bulgária, na segunda quinzena de agosto, e para o Mundial, em setembro, na Alemanha. "Elas terão apenas três dias de folga para recarregar as energias e em seguida já voltamos a treinar em Aracaju. A ideia é manter a mesma equipe que foi para o Pan, já que as meninas foram muito bem. E o foco principal é o Mundial, que é classificatório para a Olimpíada", apontou Camila Ferezin.
A participação de Débora Falda, porém, ainda não é garantida. A previsão inicial é que a ginasta ficará 60 dias se recuperando da lesão. "Estou fazendo apenas tratamento ainda. A expectativa é voltar para o Mundial, já para a Copa do Mundo é muito difícil", relatou a atleta.

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