São Paulo - A delegação brasileira, que iniciou ontem, em Izmir, na Turquia, sua campanha na 23 edição da Universíade (os Jogos Mundiais Universitários), tem 158 atletas. Mas duas meninas se destacam dos demais. A gaúcha Daiane dos Santos e a londrinense Natália Falavigna, campeãs mundiais em suas modalidades, brilham num grupo em que a maioria das caras são desconhecidas.
Daiane, 22 anos, é a atual campeã mundial na prova de solo da ginástica artística. O título foi conseguido em agosto de 2003, na cidade de Anaheim, nos Estados Unidos. Já Natália, 21, foi campeã mundial da categoria até 72 quilos do taekwondo em abril deste ano, em Madri, na Espanha.
A diferença fica em torno do reconhecimento das duas atletas. Daiane é um dos grandes expoentes do esporte nacional, enquanto Natália ainda passa despercebida. Assim, o resultado das duas nos Jogos Olímpicos de Atenas no ano passado, embora parecidos, foram recebidos de maneira distinta. O quinto lugar de Daiane foi classificado como frustrante, enquanto o quarto de Natália recebeu o rótulo de surpreendente.
Em Izmir, Daiane dos Santos colocará o seu favoritismo à prova. A brasileira é a grande estrela da disputa e fazer na Universíade uma das apresentações derradeiras de seu ''Brasileirinho'', uma vez que já ensaia nova coreografia. Já Natália deve enfrentar algumas das adversárias que derrotou para conquistar o Mundial em abril.
A preparação de Natália foi prejudicada porque a atleta ficou muito tempo sem lutar depois que ganhou o Mundial. ''Agora que sou campeã mundial, muitas lutadoras estão me observando. O ritmo de luta faz diferença. As pessoas criam expectativas, que por falta de treinos no exterior e uma base mais sólida da modalidade, não são atendidas'', afirmou Falavigna.

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