São Paulo - Marcelo Ferreira, dono de três medalhas olímpicas (duas de ouro e uma de bronze) como proeiro de Torben Grael na classe Star, perdeu o parceiro para a vela oceânica, mas não desistiu de tentar vaga na Olimpíada de Pequim. Ele pegou emprestado o barco de Joca Signorini - que também foi seduzido pela proposta financeira de uma volta ao mundo - e disputará a Semana Pré-Olímpica do Rio, de 8 a 15 de fevereiro, na classe Finn.
''Resolvi velejar um pouquinho no leme após 20 anos. E já que para o meu tamanho não tem outra classe, escolhi a Finn'', explicou Marcelo, de 112 quilos. O barco da Finn, de um só tripulante, comporta iatistas com peso entre 90 e 115 quilos.
A opção pela Finn não foi por gosto. Marcelo vai velejar na classe porque não encontrou na Star um parceiro à altura de Torben. ''Na vela, ou você é profissional ou é amador. E na Star só haviam duas duplas profissionais, a nossa e a do Robert Scheidt (com Bruno Prada). Não tinha como colar em alguém'', contou o iatista de 42 anos.
Diante da falta de opção, Marcelo pegou o veleiro de Joca e começou a treinar, na raia da Baía de Guanabara, no Rio, para a seletiva de fevereiro. E, com um pouco mais de um mês de treinos, enfrentará o desafio. Por isso mesmo, ele não se considera um dos favoritos - o gaúcho Henry Maguila Boening, campeão brasileiro da Finn, leva vantagem.
Marcelo foi o 6º colocado no Campeonato Brasileiro, encerrado no dia 22 de janeiro. ''Não velejei bem. Se virar numa regata, posso dar tchau para ela'', afirmou o iatista, que disse estar aprendendo a minimizar os erros. ''Não me vejo como um candidato para a vaga. Essa é a classe mais em aberto. Estou treinando e corro por fora.''

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