Buenos Aires - O alemão Thomas Bach, 59 anos, é o novo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI). Ele, que ganhou medalha de ouro em esgrima na Olimpíada de 1976, foi eleito para o cargo ontem em assembleia da entidade em Buenos Aires, na Argentina, e substituirá o belga Jacques Rogge, que comandou o COI nos últimos 12 anos. Bach ficará no comando até, pelo menos, 2021, quando poderá ser reeleito por mais quatro anos.
O advogado, que também comanda o Comitê Alemão, se tornou o nono presidente do COI, é membro da entidade desde 1991 e ocupava o cargo de vice-presidente havia sete anos. "Quero liderar o COI seguindo o mesmo lema de unidade e diversidade. Quero ser o presidente de todos. Por isso, quero escutar e estar em diálogo sempre com todos vocês. Minhas portas, meus ouvidos e meu coração estarão sempre abertos", disse o novo presidente, em discurso logo após o anúncio.
Em uma entrevista alguns dias antes da eleição, ele afirmou que uma de suas prioridades será a Olimpíada de 2016, no Rio. O COI está preocupado com a onda de protestos sociais no país. "Depois do que vimos durante a Copa das Confederações, nós temos que dizer as vantagens dos Jogos Olímpicos para a sociedade do Rio de Janeiro. Precisamos mostrar que, com a Vila Olímpica, você tem uma habitação mais acessível para as pessoas e uma infraestrutura melhor", declarou o dirigente.
Apesar de forte, sua candidatura também esteve envolta em polêmica. Recentemente, documentário exibido por uma TV alemã acusou Bach de trapaças em competições de esgrima no passado e de ter inclinação anti-semita. Ele também foi acusado de ocultar nomes de envolvidos em um escândalo de doping em seu país.

Era Rogge
Após 12 anos na chefia do COI, Jacques Rogge deixará como legado uma gestão que devolveu credibilidade ao COI. Quando assumiu, a entidade estava com a imagem arranhada pelo escândalo de propina nos Jogos de Inverno de Salt Lake City-2002.
Outra marca do belga foi ousar e levar Jogos Olímpicos para além do circuito Europa, Ásia e América do Norte. Em sua gestão foi escolhida a primeira sede sul-americana olímpica: o Rio, em 2016.

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